domingo, 27 de julho de 2014

A terra do nunca.

Artigo Jornal Hoje em dia - Domingo 27.07.

No país do Carnaval, do futebol e da teledramaturgia, uma das notícias que se destacou essa semana foi o desfecho da novela das 9, que segundo consta, amargou baixos índices de audiência desde sua estreia.

Eu não assisto a uma novela desde que mataram Odete Roitman e confesso que fiquei feliz quando li sobre o desinteresse do publico por essa trama.
Não houve beijo lésbico que subisse a audiência.

Cogitei a possibilidade de o público estar se desinteressando pela cultura de massa. Mas minha felicidade durou pouco. O publico estava mesmo era revoltado com o marasmo do enredo.

A Globo não pensou duas vezes. Tratou meios de finalizar o que não estava agradando e anunciar um novo folhetim com muita vilania, promessa de três cenas de sexo, dois assassinatos, dois atropelamentos seguidos de morte e um incêndio, logo na primeira semana, para não ter erro.

Não é de hoje que as novelas buscam audiência através do realismo e preenchem suas histórias com traições, golpes baixos, roubos, sexo, prostituição. Infelizmente nada muito diferente da vida real.

Eis que junto com a nova trama, surge o velho e manjado discurso: “as novelas exageram e deseducam as crianças do nosso Brasil”.

Quando ouço isso, inevitavelmente me pergunto o que tem a ver novela com educação?

Nao estaria a educação de uma criança sob a responsabilidade dos pais e da escola?

Desde quando uma novela tem por objetivo educar alguém? Seria até uma boa ideia, porém esta nunca foi esta a proposta de uma emissora que claramente baseia seu apelo emocional na busca de audiência.

Controlar o conteúdo que passa na televisão, principalmente num horário nobre é impossível, mas administrar o controle remoto da residência, está literalmente na mão de cada pai.

O equivoco é culpar as novelas, e não abrir mão de desligar a TV em prol da preservação da criança. Afinal de contas a educação não vem do exemplo?

Mas reclamar parece ser sempre uma boa opção para quem não gosta de agir.

Outro problema que norteia nossa realidade é a identidade cultural do nosso país, que é de baixíssimo nível. Não é a toa que a versões brasileiras de reality shows como Big Brother encontrou aqui seu terreno fértil e bateu todos os recordes mundiais de votação.

Outra inutilidade que encontrou seu lugar ao sol no nosso Brasil foram as redes sociais. Hoje lideramos o ranking de horas on line e compartilhamento nestas mídias.

Na contramão da qualidade de vida, fomos classificados no relatório da ONU, que saiu nesta semana, na 79 posição no índice IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), um indicador que avalia o ranking do desenvolvimento de cada país com base na renda, saúde e educação.

O que será de nós, eu não sei, mas entristece-me, a constatação quase inevitável de que estamos dormitando sem hora para acordar.

Simone Demolinari

segunda-feira, 21 de julho de 2014

No país da fofoca, opinião é tabu

Coluna Jornal Hoje em Dia 20.07.2014

Ouvi essa frase do título em uma entrevista do cantor Lobão e achei genial.
Lobão tem razão.

E acrescento mais, entre a fofoca e o tabu ainda mora a hipocrisia, que é o pano de fundo da nossa sociedade. Ditamos regras moralmente aceitas, apoiamos algo que nem sempre concordamos, tudo isso para garantir o politicamente correto.
Em nome dessa aparência vendemos a alma. Concordamos quando queríamos discordar, calamos quando queríamos falar.

Na ultima semana da Copa do mundo, bastou Willian Bonner dizer que gosta e respeita os argentinos, porém não consegue torcer, para que a opinião publica o execrasse imediatamente.
Embora não seja difícil imaginar que, no mínimo, metade dos brasileiros torceram contra a seleção argentina explicitamente. Torcer pode, falar não? É isso?

Se o problema é ele ser um jornalista de destaque e por isso foi criticado, posso exemplificar outras situações de menor projeção e igual polemica.

É só ir contra o senso comum para ver isso. Eu, por exemplo, não sou entusiasta das musicas de Chico Buarque. O admiro pelo legado, respeito sua obra e sei da importância dela, porém não gosto e não ouço.
Ter essa opinião me deixa numa situação complicadíssima, alem de ser vilipendiada ainda sou reduzida a uma subcategoria de humanos não confiáveis.

Espalhar a noticia de que Chico foi flagrado numa praia beijando uma mulher casada, não há nada demais. Mas não gostar da sua obra é inaceitável. Fofoca pode, opinião é tabu. Triste, mas real.

Não duvido que entre os fanáticos por Chico Buarque se encontrem os apaixonados pelo mito e não pela obra em si.
O problema é que somos tão condicionados, que fica difícil separar o que gostamos do que aprendemos a gostar.
Atrelado a isso temos a hipocrisia, a arte de exigir dos outros o que voce não pratica -- tirar o direito da opinião alheia impondo a sua própria opinião. Contraditório não?

No outro polo da doblez comportamental, temos a síndrome de semideus. Nela, o auto engano mascara a hipocrisia com ares celestiais.
O indivíduo, no alto da sua omnipotência, alega que os demais não suportarão sua honestidade verbal e assim, de uma forma pseudo “altruísta”, consegue limpar sua desonestidade aduzindo que a mesma poderia ferir. Perfeito, assim a falsidade toma forma de nobreza.

O filosofo, Olavo de Carvalho fala bem no seu livro o “ O Imbecil Coletivo” das objeções cretinas que nascem de impulsos saudável, do diletantismo estético, da contradição humana e da preguiça mental do rebanho.

Mas como jogar luz as trevas que alimentam a oligofrenia social?

domingo, 13 de julho de 2014

Compêndio de uma Copa infeliz

Artigo Jornal Hoje em Dia -- 13.07

E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu.
Acaba-se a Copa, ficam-se os estádios, a vergonha e o mico.

A copa aconteceu aos trancos e barrancos, com um puxadinho no aeroporto aqui, uma maquiagem urbana ali, um viaduto caído acolá. Teve Copa.

Teve também muita revolta da população com o abuso do dinheiro público e total inversão de valores em relação a saúde e a educação. Em que pese a indignação foi impossível não torcer, não vibrar e não se emocionar em algumas partidas, como por exemplo Brasil e Chile.

Tivemos momentos de comoção nacional com a fratura de Neymar, e aí lembramos que copa se faz com hospital, sim, Ronaldo Fenômeno. Talvez não um hospital particular como o que nosso craque foi tratado, mas hospitais públicos que socorreram as vitimas do viaduto que desabou em Belo Horizonte. Aliás dediquei silenciosamente a derrota vexatória de 7 x 1 as vítimas desse triste acidente.

Não consegui seguir o conselho do Rei Pelé, que meses antes da copa do mundo, sugeriu a população esquecer as confusão que o Brasil estava (está) passando, esquecer as manifestações e pensar somente na seleção brasileira.
Não consegui seguir suas palavras, meu rei!

Confesso que essa copa me despertou sentimentos contraditórios e concomitantes. Senti amor pelo país, pelo futebol, pela Seleção e náuseas pela desordem pública evidente.

Confesso que transitava entre a alegria e a frustração em cada partida que ganhávamos. Se isso significa misturar futebol com política, eu não sei como não fazê-lo, uma vez que para realizar este evento sucumbimos em reformas mastodônticas e rios de dinheiro público.

Não levar o título de campeão dessa Copa, infelizmente ajuda a retirar a máscara de que está tudo bem com o país do futebol. Levar uma coça em casa e ainda ser chacoteado mundialmente ficará para história das Copa do Mundo.

Será que o departamento de marketing da presidente, insistirá ainda em reverberá que fomos a Copa das Copas?
Aliás nunca entendi bem este slogan. Seríamos nós a copa das copas do jeitinho brasileiro? Da malandragem? Do Macunaíma da modernidade? Ou a copa das copas do roubo, da hipocrisia e da derradeira abjeção?

E agora, entraremos em estado de deliquescência de um país depaurado ou teremos um novo circo para distrair os espectadores? Haja tapete para tanta sujeita. Haja dinheiro para tanto imposto. Haja subserviência para tanta psiCopatia. Haja paciência para viver nesse país e como diz o Galvão Bueno, haja coração.

O orgulho de ser brasileiro anda de mãos dadas com a vergonha de ser vítima da incompetência mostrada como prosperidade, da censura engrupida de democracia e dos acéfalos travestidos de intelectuais. Pobre país rico, onde o espaculoso sobrepuja `a sobriedade e a pizza é levada a sério.

sábado, 12 de julho de 2014

De Carona

Radio está na moda! 
Além de estar na moda, ouvir rádio é o maior barato, voce se sente acompanhado e ainda ouve musicas que jamais esperava ouvir. 

Eu e Cassia estamos apresentando o programa De Carona, aqui na 102.9 FM. Um programa descontraido com papo bom e música boa. 

Voce ouvinte, pode interagir conosco, dar sua opinião sobre os assuntos e nos dar uma carona também. 

Estão todos convidados. A porta está aberta, podem entrar! 

Espero voces, de segunda a sexta de 17h as 19 horas. 

Um beijo a todos.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Voce perdoa com facilidade?

Para perdoar de verdade é preciso esquecer o que ocorreu? Porque é tão dificil perdoar?


O trauma é inimigo do perdão.
Dai deriva a particularidade do ato de perdoar. Um fato que para um pode ser totalmente insignificante, para outros é demasiadamente danoso.
Por este e outros motivos é um equivoco questionar a intensidade da dor alheia.

Em uma situação de conflito é comum o agressor buscar o perdão através da banalização dos fatos. Caminho antagonico ao nobre ato de perdoar. Não há crescimento na critica, banalização ou desqualificação do problema.  Pessoas com dificuldade de se auto criticar e ou assumir seus erros, tendem a julgar o outro enquanto tapam os olhos para si.

Quanto maior o trauma, pior é a dificuldade em perdoar. O grande desafio é conseguir amar quem o lesou, vivenciando a consequência de um fato irreversível, como por exemplo um assassinato.

Quando recebi este email fiz uma breve pesquisa com 20 amigos sobre suas dificuldades de perdoar e o resultado foi o seguinte:

- 8  disseram que perdoam com facilidade.
- 7  assumiram a dificuldade do perdão e confessaram guardar magoas
- 5  disseram que depende da situação.

Se juntarmos os dois últimos grupos, teremos um numero bem superior de pessoas que não perdoam, do que aqueles que perdoam.

Aos mesmos entrevistados foi feita a pergunta: É mais fácil perdoar ou pedir perdão? Eis que:
- 2 disseram que é mais fácil perdoar.
- 18 disseram que é mais fácil pedir perdão.

Novamente, fica evidente a dificuldade de lidar com esse sentimento.


Muitos confundem perdoar com esquecer. Perdão não é sinonimo de esquecimento do passado (característica que pertence somente aos que sofrem de Mal de Alzheimer), no perdão, voce pode até se lembrar dos fatos, porém não produzirá nenhum sentimento negativo em relação ao ocorrido.

O principio do perdão engloba: término de qualquer sentimento de que o agressor seja punido e desapego da vontade de ser restituído pelo dano. Perdoar a divida é abrir mão dela.

Visivelmente há um conflito entre justiça e perdão.
E você, perdoa com facilidade ou perdoa desde que se faça justiça?
Vale a reflexão.

Sorte e paz, te espero na próxima edição.

Simone Demolinari para Revista Exclusive

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O vício da farsa

Li seu artigo na Exclusive sobre pessoas que fingem ser o que não são e adorei. A partir dai passei a observar como muitos fingem e enganam tanta gente por tanto tempo. Vendem uma imagem de bons o quanto na verdade são capazes de “matar a mãe e ir ao cinema” sem culpa nem remorso. Me deu um certo desanimo. Escreva mais sobre isso.


Não posso discordar da leitora, também sinto um certo desanimo com a turma que parece mais preocupada com aplausos e com a sensação de superioridade do que com o real resultado daquilo que prega.
Na era das mascaras, ganha prestigio e visibilidade quem consegue blefar mais, tanto para os outros, quanto para si.

Nesse contexto de embuste, não é difícil deparar com situações em que a forma é maior que o conteúdo, as vezes vazio.  A festa de casamento torna-se mais importante que o amor, a comemoração de aniversario faz mais sentido que a gratidão de estar vivo, a foto na rede social tem maiores proporções que a alegria do momento e por aí vai. O vicio da farsa, da fama e do poder não perdoa nem a esfera espiritual, basta ir a India para ganhar uma espécie de salvo conduto e continuar vivendo o mundo de contradições.

Mas nem tudo que reluz é ouro. Vitimas de um profundo auto engano e blindados contra a realidade, quem vive de aparências, quase sempre busca encobrir um doloroso complexo de inferioridade. É como se fosse uma baixa auto estima cercada por muralhas: na ausência de virtudes e verdades entram os disfarces e as aparências.
Vale lembrar que as vezes a mascara vira rosto como única forma de sobrevivência, pois sem ela pouco resta a se mostrar.  O filosofo Luiz Felipe Pondé, no qual detenho grande admiração fala em seu livro: Contra Um Mundo Melhor", dos escravos do marketing social e cita a frase: "tudo é farsa na pretensa vida superbem resolvida dessa gente superlegal envolvida em jantares super inteligentes"
Como para todo teatro existe uma plateia, quem mantém a casa lotada para o espetáculo do ator social, são os aduladores que ora estão na platéia, ora no palco, retroalimentando a divina comedia humana que está mais para filme de terror. Neste caso, seguindo a tradição teatral, resta aos observadores desejar “merda”.

Sorte e paz te espero na próxima edição.

Simone Demolinari para Revista Exclusive

Pessoas incapazes de amar

Existem pessoas incapazes de amar?


Sim existe. Embora seja difícil de aceitar essa verdade.

Há casos de pessoas que nascem com um distúrbio no funcionamento das emoções e isso os tornam incapazes de sentir determinados sentimentos como gratidão, saudade, carinho e amor. 

Geralmente, a ausência dessas emoções faz com que os indivíduos com esse perfil, ajam friamente em beneficio dos seus interesses sem ao menos se preocupar com a consequência que isso pode causar na vida do outro. Prejudicam e lesam afetivamente pessoas que dizem amar, sem sentir remorso nem culpa.

É uma total ausência de empatia.

Infelizmente isso existe e não é raro de se ver.

O ponto complicado dessa situação é que o indivíduo que não tem as emoções afetivas desenvolvidas pode ter o total conhecimento intelectual delas, isso significa que mesmo não as sentindo ele é capaz de domina-las. Dai deriva a dificuldade em percebe-los.

Pessoas frias afetivamente tem o comportamento confuso. Juram amar, mas não apresentam comportamento digno de tal sentimento. Sua fala não coaduna com as suas ações, trata o campo das emoções de uma forma mecânica num total estilo burocrata de amar. Substituem pessoas com o mesmo desapego que substituem uma mercadoria com defeito.

Mesmo tendo esse jeito frio em relação ao outro, dificilmente isso é percebido num convívio social. Geralmente esse tipo de comportamento só se evidencia na família, entre amigos próximos e principalmente com os parceiros amorosos, que na maioria das vezes, são os que mais sofrem.

Um grande erro de quem convive com pessoas assim é tentar faze-lo perceber sua limitação afetiva, pois ele dificilmente apresenta uma consciência moral própria, essa percepção só acontece através da plateia. Se a plateia  se volta contra ele, ele se sente envergonhado e intimidado, porem incapaz de fazer nascer algo que ele não conhece e jamais conhecerá: o amor.


Sorte e paz, te espero na próxima edição.

Simone Demolinari para Revista Exclusive


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Máscaras e Decepções

“Estou sempre me decepcionando com as pessoas. Parei para pensar se sou eu que deposito muita confiança no outro, mas concluí que a maioria das pessoas passa uma imagem diferente do que é. Sempre se supervalorizando para conquistar o outro. Triste, mas é verdade”.


Este é um trecho de um e-mail que recebi falando sobre a decepção de ver as máscaras caindo, da tristeza de se sentir enganada pelos discursos bonitos e atitudes feias. O problema desse tipo de situação é que as pessoas, no afã de seduzirem as outras, vendem uma imagem diferente do que realmente são. Uns usam esse artifício para si promoverem, outros porque realmente acreditam nas mentiras que criam sobre si próprios. Tanto uma quanto a outra, não se sustentam a logo prazo, e ambas geram muitos aborrecimentos.

O ideal seria se as pessoas se desnudassem para o outro, na hora da conquista, mostrando seus piores defeitos de forma bem sincera. Afinal de contas, as qualidades são sempre bem-vindas, o que incomoda são os defeitos.

Seria tão mais simples e pouparia tantos dessabores se, ao invés de se auto promover, o pseudo bom partido trabalhasse com a verdade, no melhor estilo nua e crua: “sou egoísta, nunca namorei sem trair, não quero casar, não sou romântico, nem sempre atendo celular”, etc.  Essas verdades podem parecer chocantes no primeiro momento, mas a mim, parece ainda mais ofensivo vender uma imagem enganosa.  E, uma vez colocada a verdade, fica a critério da outra parte topar ou não. Há quem goste de desafios, outros de mudar o imutável e outros de sofrer, mas aí é questão de gosto e não de mentira.

Enquanto você não encontra alguém com esse nível de sinceridade, vale a pena apurar as percepções e ficar atento aos sinais. Muitas atitudes falam por si e valem mais que mil palavras, assim, alguns sinais podem ser observados, tais como: como lida com a família, como terminou as relações anteriores, como tratam as pessoas que não tem interesse e, claro, a coerência entre o discurso e a ação, pois quase nada passa incólume no mundo privado da intimidade. O importante é ver a verdade como ela é e não como você gostaria que fosse, eis aí uma grande armadilha no campo do amor.

Sorte e paz! Te espero na próxima edição.


Simone Demolinari


Artigo Revista Minas em Cena - Abril/Maio

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Casal que faxina unido, permanece unido!

Um estudo de uma universidae na Suécia acompanhou a vida de quase mil casais ao longo de 26 anos e chegou a seguinte conclusao:
Os homens que não dividiam os afazeres domésticos com a parceira sofriam mais com problemas psicologicos como ansiedade, nervosismo e problemas de concentração.
Ja aqueles que topavam fazer metade do serviço eram mais tranquilos e felizes, e isso inclui também a vida  sexual.
Homens, olha so a vantagem! Por favor ajudem suas parceiras e serão ainda mais felizes!!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Namorar x Ficar -- Revista Exclusive fevereiro

Estou saindo com uma pessoa há 4 meses. Eu o considero meu namorado, mas ele prefere dizer que a gente “fica”. Não sei se sou a única na vida dele, não me sinto bem com essa situação. Queria namorar, fazer planos, mas ele só quer “ficar”.

Já algum tempo que “ficar” se tornou entre algumas pessoas, algo muito interessante. Essa relação sem compromisso, me consta que é um tudo pode, desde que consensual, ou não.

O famoso “ficar” parece ser um dos contratos amorosos mais livres de regras. Para escrever este artigo perguntei a alguns amigos o que era “ficar” para eles. E obtive resposta desde de ficar é só transar, até “ficar” é algo sério que precede o namoro. Uns dizem que ficam com exclusividade, outros dizem que “ficam” pois assim estão livres para se relacionar com  outros parceiros.

Dessa forma conclui que “ficar” é terra de ninguém, cada um “fica” a sua maneira e cria as regras que lhe convém.

Intuo que um bom percentual dos adeptos as “ficadas” carregam consigo um certo medo da entrega amorosa. Aparentemente se divertem com as “ficadas”, mas intimamente saboreiam uma certa solidão.

Uma das partes boa da relação afetiva estável é a sensação de aconchego que ela proporciona. Podendo o casal, dentro de uma condição de confiança, dividir alegrias, dores, dificuldades, caminhar juntos e quem sabe até constituir família. Esse tipo de relacionamento, está na contra-mão das “ficadas”, que constam estar mais ligadas a diversão.

O mais importante é conferir com seu parceiro de forma bem transparente, qual é o modelo que ele prefere levar a relação, caso não seja compatível com o seu, é melhor evitar a continuidade, caso contrario voce se submeterá a uma situação aviltante ou entrará na busca frenética de tentar mudar o outro. Ambos ruins. O melhor é envolver-se com quem busca o mesmo que voce. Semelhantes, uni-vos!

Sorte e paz. Te espero na próxima edição.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Bom coração não praticante -- Revista Exclusive

Passei por dois momentos de muita dificuldade em minha vida. E nesses momentos as pessoas do meu convívio simplesmente sumiram. Ate aquelas que sempre diziam me amar se afastaram. É difícil encontrar uma pessoa que esteja ao seu lado de verdade, no momento de fraqueza a maioria só está com você nas horas felizes. Sofro muito com isso.

Infelizmente, esta não é uma queixa só sua.

Tenho a impressão que atualmente vivemos num estado de abundância material e miséria emocional. O “salve-se quem puder” dita as regras e as pessoas tornam-se mais rasas no nobre ato de amar.

Recentemente presenciei um caso de alguém que passara um quadro de depressão severa. Ele narra que tudo em sua vida eram “flores”, até ser acometido pela doença. A partir dai, alem de ter que lidar com todas as mazelas de uma depressão ainda precisava se fingir de feliz para sofrer menos criticas e julgamentos de amigos e parentes. Segundo ele, a falta de compreensão e afetividade das pessoas próximas contribuíram consideravelmente para o agravamento do seu problema.

De fato na nossa sociedade tem pouco espaço para lamurias. Conjuges, pais, filhos e amigos muitas vezes optam por se afastar do sofredor ao invés de acolhe-lo.  Simplesmente não querem estar próximos a alguém que esteja sofrendo. Na gíria popular, optam por “dar um tempo” até que a dor passe e a relação possa ser retomada com base na felicidade. 

Há de se entender que ninguém pode dar aquilo que não possui, mas se de fato não possui, eu questiono: onde ficam as juras de amor nos momentos de alegria?   A promessa do “conte comigo para sempre”? Para onde vão essas promessas nas horas de dificuldade? Ou tudo isso só é valido num permanente estado de alegria?

Que laços de afeto são estes, que de tão frágeis, se sucumbem frente a um sofrimento? Que amor é este, que só ama o belo, o perfeito?

Onde fica a empatia, a benevolência e a compaixão? Se limitam as palavras?

O amigo prestativo, o irmão solidário, o companheiro apaixonado, por vezes, tornam-se bons corações não praticantes, capazes de fazer uma doação a uma instituição de caridade, mas incapazes de se doarem ao outro.

Amar ao próximo como a ti mesmo, tem se apresentado algo tão antigo que só parece fazer sentido nas paginas da bíblia.

Ao meu ver deveríamos ter mais compromissos efetivos uns com os outros amando-os por completo e não só quando interessa.




Sorte e Paz, te vejo na próxima edição.

Dificuldade em se relacionar afetivamente? -- Revista Minas em Cena

Já tive inúmeras namoradas mas não consigo me apegar a nenhuma delas. Elas aparecem sempre cheias de problemas e não tenho muita paciência. Tenho 36 anos, sou louco para casar, mas não encontro a mulher ideal.
Guilherme



Idealizar o parceiro pode ser uma terrível armadilha. Algumas das grandes decepções amorosas derivam da inaceitável decepção quando mito dá lugar ao ser humano.


Na busca do par perfeito, homens e mulheres sonham com uma espécie de “salvador da pátria”, que chegará para curar todas as mazelas, preencher a solidão e os anseios atuais e ainda ressarcir um passado afetivo desagradável.

Nessa busca pelo par perfeito sobra muito pouco para o parceiro manifestar alguma fragilidade.

Recentemente deparei-me com um casal onde a relação era pautada nesses moldes: amor de plástico. O marido casou-se com a mulher perfeita: bonita, elegante, amável e inteligente, uma princesa que ele tanto procurara.

A relação durou ao todo três anos e ruiu em apenas um mês quando a esposa teve uma grave doença que piorou com um quadro de depressão. O marido não excitou e pediu a separação, alegando problemas de incompatibilidade. Ela relata uma enorme decepção: “nunca imaginei que 3 anos de pura doação, não fosse capaz de segurar  um problema de saúde”.

O marido seguiu em frente e ela sucumbiu em uma das suas piores dores emocionais. Fechou sua empresa, emagreceu 15 kilos e enfrentou uma série de doenças advindas do baixo sistema imunológico, fruto do desgaste emocional.

Historias como estas, não são difíceis de se encontrar.

O aconchego afetivo que em tese, deveria ser a premissa do amor, dá lugar a uma cruel relação objetal, onde o parceiro (a) fica obrigado a ser perfeito, impecável, saudável, quase imortal.

Contudo, a verdadeira relação amorosa se dá em meio as fragilidades e imperfeições do ser amado. É quando se aceita com maturidade que o ídolo tem seus “pés de barro”.

O ideal é ponderar as qualidades, os valores e os defeitos. Pessoas maduras afetivamente amam parceiros imperfeitos.

Sorte e paz, te espero na próxima edição.

Voce faz boas escolhas amorosas? Revista Minas em Cena

Sempre gosto das pessoas erradas. Ja me envolvi com pessoas boas, mas logo perdi o interesse, e sempre acabo me apaixonando por quem não deveria.



Essa reclamação é bastante comum, tanto em homens quanto em mulheres. Na minha experiência, percebo uma característica em comum naqueles que trazem consigo essa queixa: são indivíduos motivados pelo desafio.
É como se só conquistas difíceis ou beirando o impossível tivessem valor.

E exemplos não faltam, há quem se motive com o desafio de transformar alguém frio e distante eu um ser amável e dócil, há quem insiste em transformar o egoísta em generoso, há ainda quem corajosamente se motive em converter o  “mulherengo” em exemplo de fidelidade, tem também pessoas que só se interessam por quem representa o o sonho de consumo coletivo. Estes e outros exemplos carregam consigo um ponto em comum: as conquistas difíceis.

Tantas elaboração e estratégia em torno de um sentimento que em tese, deveria fluir naturalmente, pode sinalizar um perigo: a vaidade disfarçada de amor.

É possível que a maioria das pessoas que escolhem sempre relacionamentos fadado ao insucesso, esteja com sua auto estima enfraquecida ou trás consigo um histórico de desamor materno ou paterno. Assim, sentem-se atraídas pela conquistas difíceis com a falsa crença de que uma vez vencida a dificuldade, virá a recompensa através do preenchimento da sensação de vazio, ledo engano.

Visto sob uma ótica consciente, não faz sentido ter interesse por alguém com um curriculum afetivo pouco admirável. Essas escolhas invertidas tem suas raízes fincadas no subconsciente.

Na contramão desse movimento temos as relações afetivas extremamente prazeirosas, calmas e leves e sem saber explicar o porque, perde-se totalmente o interesse pelo outro.
 
Neste caso é muito importante avaliar criteriosamente o desinteresse, pois não é difícil de se cair numa armadilha sentimental, uma cilada muito bem elaborada pela mente que induz a busca de amores impossíveis, perfeitos e irreais desperdiçando aqueles que oferecem paz e mansidão.
Pense nisso.

Sorte e Paz, te espero na próxima edição.

Uma Visão além de si mesmo. Revista Exclusive

Tenho um parceiro com dificuldades para entender meu ponto de vista, banaliza a minha dor e acha minhas reclamações sem fundamentos. Ele diz que sou geniosa, eu já o acho intolerante. Ele afirma que me entende, mas acredito que não, pois sempre divergimos. Há amor, mas convivo com esse constante incomodo na relação.

 
A generosidade emocional nas relações seria ampliada se houvesse a pratica da percepção empática entre os casais. Mas lamentavelmente ela não é privilégio de todos.
Sou entusiasta da palavra empatia, infelizmente pouco encontrada nas pessoas e muitas vezes usada forma equivocada.
 
Empatia é uma competência emocional que possibilita enxergar o outro sob a otica do outro, sentindo como ele se sente, pensando como ele pensa, se colocando inteiramente em seu lugar e compreendendo suas reais motivações -- coisa rara de se ver.
 
Para que haja empatia é preciso sensibilidade aguçada, capacidade de ouvir, inteligência emocional desenvolvida e ausência de egoísmo. É a visão a partir do referencial alheio e não do “EU”, portanto empatia e egoísmo não coexistem.
 
Se relacionar com alguém incapaz de se colocar em seu lugar, significa conviver com um parceiro que será sempre em algum grau, indiferente as suas dores. E pior, mesmo que ele se esforce, dificilmente alcançará índices satisfatórios, pois a verdadeira empatia é uma aptidão inata onde o egoísmo cede gentilmente o lugar ao altruísmo.
 
É comum alguns casais resolverem esta equação adotando a prática do “eu não te entendo, mas eu te respeito”. Temos aí duas possibilidades: uma se o pacto for pautado no amor, na verdade e no empenho mutuo, há grandes chances do respeito preponderar ao não entendimento. A outra possibilidade é desse combinado ter apenas o objetivo de por fim a uma discussão, este representa a maioria dos casos, e aí pode morar uma terrível bomba relógio pronta para explodir a qualquer momento.
 
É preciso ficar atento a seriedade do que é tratado. Combinar somente o que for possível cumprir para não deixar pior, aquilo que já não está bom.
Nestes casos praticar a empatia é um excelente exercício de amor incondicional, mas como disse sabiamente nosso admirável Nelson Rodrigues “ Amar a humanida é facil, dificil é amar o próximo”.
 
Sorte e Paz, te espero na próxima edição.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sobre a mentira - Revista Minas em Cena - Mes Outubro

Vivo com uma pessoa que mente descaradamente. Já não acredito mais no que ele fala. Suas promessas não duram nem uma semana, ele não consegue cumprir e aí fala mais mentiras. Além disso, a fala dele é totalmente diferente do comportamento. Fala uma coisa e faz outra. Isso tem cura?
 

Podemos dividir a questão da leitora em dois problemas: a mentira e a incoerência, ambos ancorados na conduta moral.

Conviver com o parceiro mentiroso é viver em uma angústia constante. Você nunca sabe o que é verdade e o que é mentira. Tudo é motivo de desconfiança e investigação.
O indivíduo com o hábito de mentir o faz sem o menor constrangimento. Afirma com veemência suas lorotas e por vezes envolve até terceiros para encobrir suas farsas.

Há casos graves em que mentir pode ser uma doença, caso da Mitomania, que é um transtorno caracterizado pela compulsão em mentir.

A incoerência vem corroborando todo o cenário negativo. O que estava ruim, fica um pouco pior. Cazuza já dizia nos seus poéticos versos: “suas ideias não correspondem aos fatos”.
Não é raro de se ver pessoas incoerentes com lindos discursos convincentes. Porém, quando se convive com uma pessoa que fala uma coisa e faz outra, somente se deve considerar o que é vivido na prática. As belas palavras que saem da boca podem estar a serviço de enganar uma platéia e sustentar uma falsa imagem.

No caso em vigor, é importante refletir duas questões:
- Vale a pena viver a vida em constante estado de vigília e ansiedade, feito um cão de guarda, para captar a brecha do mentiroso?

- Tendo em vista que o amor passa pela admiração, até que ponto essa relação está pautada no nobre sentimento de amar, tendo saboreado tantas decepções advindas da incoerência?
Muitas vezes arrastamos relações por insistência tentando mudar o imutável. É bom lembrar que nem sempre resistência é virtude. Quer alívio maior que se render quando se descobre que a luta não se justifica?

Vale a pena a profunda reflexão. Viver permanentemente na angústia, ansiedade e frustração pode ser muito prejudicial para a saúde física e mental. Pense nisso.
Sorte e Paz. Te espero na próxima edição.

Simone Demolinari

`A Sombra de Deus - Artigo revista Exclusive - Mes Outubro.

Meu marido é egoísta e egocêntrico. Só a vida dele importa. Sinto solidão no casamento. Não ha espaço para compartilhar minha vida, só as questões dele são consideradas. Como levar a relação? Uma pessoa assim consegue mudar?

Egoísmo e egocentrismo são traços de personalidade de um indivíduo narcisista. Numa relação amorosa, é muito difícil negociar uma medida justa com alguém assim. Indivíduo com esse tipo de comportamento carrega consigo a certeza de que é mais importante que os demais. Portanto, sua vontade e seu prazer sempre virão em primeiro lugar. Seu ego é projetado no centro do universo, e por isso se considera diferenciado, ungido e até iluminado. O narcisismo exerce sua faceta numa via de mão única. Certa vez, uma paciente narrou o seguinte dialogo com o parceiro:

Ela: “Eu te acompanho em seus compromissos, cuido de você, te ajudo na manutenção da sua agenda, sou carinhosa e atenciosa com sua família. E você? o que faz por mim?”.

Ele respondeu, num tom entre sério e irônico: “Eu te namoro”.

É claro que nem todos os parceiros, se confrontados, conseguirão ser tão claros assim. Nesse caso, a clareza fica explícita na unilateralidade do dia a dia. Se já é difícil ter que lutar contra o próprio ego, imagina ter que administrar o “ego de rei” do marido, para que a relação funcione?

Outra característica proeminente é a vaidade. Ela inverte a lógica do narcisista, que prefere ser adulado a ser amado. A adulação é praticamente uma exigência afetiva de seu ego. Sente-se muito confortável com o culto a sua personalidade e é intolerante a qualquer tipo de crítica. Por isso, evita pessoas assertivas, mas não prescinde da caravana de bajuladores.

A recuperação de um narcisista é possível por meio do nascimento de dois sentimentos que lhe são genuinamente amputados: a empatia (capacidade de sentir e entender a dor do outro) e a humildade (ausência completa de orgulho). Tarefa dificílima para um ego soberano.

Como levar a relação? Esta dependerá do quão você consegue adotar uma posição anulativa para que a suposta magnitude de seu parceiro nunca seja abalada.

Sorte e Paz!

 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Nosso aniversário!

Comemorando 3 anos de programa no ar todos os dias!!!
Agradeço a rádio, a equipe e aos ouvintes queridos.
Os emails que recebo de voces com depoimentos e sugestões de pauta são minhas maiores motivações. Muito obrigada!!
Beijo enorme! <3


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Revista Minas em Cena - Setembro

Olá! Tenho um namorado que trata todos “de fora” muito bem: amigos, colegas, até estranhos. Todos o acham legal, mas dentro de casa a coisa muda de figura. Ele se transforma numa pessoa fria, mesquinha e voltada somente para os interesses dele. Quem é este homem? Se eu conto como ele é de verdade ninguém acredita em mim”.
Silvana - Belo Horizonte


Questões como a de Silvana não são raras de se acontecer. Às vezes por necessidade social e profissional algumas pessoas precisam parecer ser o que verdadeiramente não são. Dessa forma tornam-se vigilantes em relação à sua postura, simpatia e bons tratos com os demais. Tudo em prol de manter uma boa imagem pessoal.


Contudo, não sendo essa sua verdadeira essência, se travará então uma luta contra sua própria natureza, desperdiçando energia vital. Numa total inversão de valores, tratam bem quem os interessam e com desleixo quem os amam. Claro que isso não sairá barato. Alguém pagará essa conta.


Pessoas que têm essa maneira de agir, camaleões sociais, podem se sair muito bem na área profissional, por isso a sociedade os aceitam e os enaltecem como modelos a serem seguidos. Mas sua verdadeira problemática fica evidente na esfera afetiva, interpessoal e nos seus relacionamentos íntimos. É como diz o ditado: “por fora bela viola, por dentro pão bolorento”.


Quase nada passa incólume no mundo privado do amor. É aí que as máscaras caem e a realidade se revela. Os indivíduos narcisistas, por exemplo, podem se sair super bem em cargos estratégicos de comando nas empresas, graças a sua enorme competitividade e gosto pelo poder, mas machucam em profundidade seus parceiros devido ao egoísmo e ao egocentrismo crônico que os caracteriza.


Nicolau Maquiavel ilustra com maestria o perfil do fingidor: “É mais importante parecer ser do que ser. Os homens em geral julgam mais pelos olhos do que pelas mãos, porque a todos cabe ver, mas poucos são capazes de sentir”.


Caso o peso da angústia esteja muito forte sobre você, como relata, procure uma terapia. Na terapia será possível entender como você costuma resolver seus problemas pessoais e a causa de estar envolvida nessa condição. Trazer as questões para o consciente a ajudará a elaborar as alternativas para a saída.


Sorte e paz. Te espero na próxima edição.

Simone Demolinari

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Quando o Amor é uma Dor.

Tive a honra de participar da matéria de capa da Revista Exclusive:  "QUANDO O AMOR É UMA DOR"

Matéria interessante e útil, com o intuito de contribuir na identificação dos estilos amorosos malévolos. Afinal de contas, ninguém está imune de cair numa cilada amorosa, não é mesmo?

Leiam!!

A revista é vendida no supermercado Verde Mar em Belo Horizonte. Para quem tem smartphone é possível baixar o aplicativo "Revista Exclusive" e ler o conteúdo na íntegra ou através do site : www.revistaexclusive.com.br

Agradeço imensamente ao Jader Kalid idealizador dessa pauta incrível, pelo convite, pela oportunidade e pela confiança que depositou em mim. Agradeço a queridíssima Izabella Figueiredo jornalista que conduziu com muita competência, profissionalismo e dedicação.

Queridos estou MEGA feliz com o resultado!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Histórias reais de Frieza Emocional

Olá leitores e ouvintes amados! 

Achei interessante como o assunto Frieza Emocional, postado aqui e tambem falado na rádio com bastante frequencia essa semana, foi comentado.
Recebi inumeros emails contando epsódios de frieza emocional. Homens e mulheres narraram casos de falta de afetividade dos seus pares amorosos. 


Como por exemplo o caso de Rita, uma médica de 37 anos, casada há 8 com duas filhas. "Ele nunca falou "eu te amo" espontaneamente, somente quando ameaço me separar. Tudo nele é falso, até o choro. Não é afetuoso nem com as filhas. Só pensa nele. Fiquei com depressão greve por conviver tantos anos com esse homem. Ainda sou casada, mas já estou tentando formas de me separar e tentar ser feliz. Ficar sozinha será melhor que estar com ele. Ele pesa muito minha vida"


Outro relato recebido foi de Marcelo, que namorou por 3 anos uma moça que segundo ele, sofria de "egoísmo cronico". Somente os interesses dela eram atendidos, os dele, eram desqualificados. "ela não compartilhava afeto, era uma amputada sentimental. Mas se achava uma pessoa super carinhosa. Ela simplesemente não sabe o que é carinho. Ela não se enxerga como é". 

Silvana diz: "Namorei uma múmia deprimida, porém fingia-se de feliz e boa praça para a sociedade, mas dentro de casa era pior que um "freezer". Não me beijava, o sexo era de péssima qualidade e só para satisfaze-lo. Sofri para conseguir me separar e só consegui quando tomei consciencia que ele não fará NIGUÉM feliz nessa vida. Ele não tem capacidade de amar nem uma formiga"


Apesar de conviver com esse tipo de assunto quase todos os dias, não consigo ser indiferente a histórias de frieza afetiva.  

Existem pessoas com graves problemas de afetividade. Contudo, ao meu ver, o problema maior, é elas não se perceberem assim. Enquanto o individuo que sofre de frieza afetiva se achar um abundante afetivo, mais longe ele estará da pequena possibilidade de cura. 
Infelizmente! 

Se voce tiver histórias em sua vida que envolvam frieza emocional envie para cá. Conte também como voce lida ou lidou com a situação e como voce se sente ou se sentiu.
Sua identidade será preservada e sua história poderá ajudar outras pessoas que passam por isso.
simone_demolinari@hotmail.com

Postarei futuramente outros relatos. 
Obrigada por me enviarem tantos emails. 
Um beijo,
Com carinho
Simone





terça-feira, 30 de julho de 2013

Dificuldade de expressar emoção tem um nome...

Alexitimia: Se trata de uma dificuldade de verbalizar emoções e descrever sentimentos. Não significa exatamente a ausência de sentimentos, mas sim o bloqueio em expressa-los.

Ter um parceiro ou parceira com alexitimia pode não ser muito bom, pois ouvir "eu te amo" "estou com saudade" de forma sincera, e não mecanica, fortalece o amor e é remedio para alma.


Se voce se percebe com dificuldades de expressar seus sentimentos, procure ajuda profissional. O primeiro beneficiado será voce próprio e depois os que te amam!





Traição

Descobrir que a pessoa amada foi infiel é uma das dores emocionais mais fortes e difíceis de enfrentar.
Isso acontece porque além de ver o sonho de construir uma vida a dois ruir, o parceiro traído sofre uma queda enorme na sua autoestima e claro que isso pode prejudicar sua capacidade de confiar nos outros, e pior, em si mesmo.
Quando juntam dois sentimentos complicados que são: rejeição e desamor.
fica dificil manter a autoestima de pé.
Mas nem tudo está perdido.
Melhor do que qualquer condição desfavoravel, está o velho e poderoso tempo, ele de fato nos reserva surpresas que podem ser muito boas.
Comece a perceber que as perdas vem disfarçadas de oportunidades. Neste momento aparecerão novos contextos e pessoas que certamente acrescentarão novas peças ao "quebra-cabeça" da vida.
Perceba as novas oportunidades que a perda traz!


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Revista Season - Puro Luxo!

Obrigada Revista Season, pelo presente maravilhoso e pela homenagem nessa edição!!
Valeu!


Depressão por Flavio Gikovate

A depressão corresponde a um estado alterado no qual a pessoa, normalmente cheia de energia e interesses, pode perder até a vontade de viver.

O deprimido pode ser confundido com o preguiçoso: é um grave erro, pois a conduta prévia indica que ele está vivendo um distúrbio temporário.

Não convém pressionar o deprimido a "se esforçar" para voltar ao ritmo usual. Isso acontecerá espontaneamente quando a doença for controlada.

A recuperação do deprimido é muito bem-vinda, pois a alegria e a boa disposição contribuem bastante para fortalecer as defesas imunológicas.

Muitas vezes a depressão tem causas orgânicas e aí o tratamento com medicamentos se justifica; porém, sempre convém associar à psicoterapia.

Várias ações ajudam a prevenir depressões: atividade física, boas relações afetivas e de amizade, não abusar do álcool, trabalho estimulante...

Existem fatores culturais associados à depressão: o rápido avanço tecnológico cria um novo ambiente no qual muitos se sentem desconfortáveis.

domingo, 14 de julho de 2013

Os Domingos precisam de feriados.

Texto maravilhoso do genial Rabino Nilton Bonder.
Espero que gostem, eu AMEI!



Os Domingos precisam de feriados   
   
Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação.

Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.

Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta. Hoje, o tempo de 'pausa' é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações 'para não nos ocuparmos'. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia  com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo.

Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim. Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado.

Nossos namorados querem 'ficar', trocando o 'ser' pelo 'estar'. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos? Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos.

Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair - literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é 'o que vamos fazer hoje?' - já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo.

Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria. Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar. Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.

Rabino Nilton Bonder

terça-feira, 9 de julho de 2013

O destroçador de corações

O terapeuta italiano Walter Riso reuniu todos os tipos de destroçadores de corações no livro Amores de Alto Risco.

Na concepção do autor, são oito os tipos de amantes que podem nos afastar da felicidade e da troca efetiva de boas experiências e sentimentos.

Um dos tipos que mais causa sofrimento é o esquizoide, formado pelos indivíduos que se isolam afetivamente do companheiro em uma forma de agressão silenciosa. Segundo o italiano, essas pessoas sofrem de um certo analfabetismo emocional e de falta de empatia, com ausência quase absoluta de erotismo. Mesmo assim, não é difícil cair nas teias delas.

"(...) muitas pessoas se envolvem e terminam entrando no jogo do amor desvinculado. Talvez porque, no começo da relação, o sujeito esquizoide não se pareça em nada com um buraco negro e ninguém suspeite da sua incapacidade de dar e receber afeto. A impressão que costumam causar durante a conquista é de que são pessoas respeitosas e um pouco misteriosas, o que, sem dúvida, atrai seus pretendentes. O disfarce é quase perfeito:

- "boas pessoas", porque enquanto não se sentem invadidas, não são agressivas; 
- "respeitosas", porque o seu distanciamento é percebido inicialmente como tolerância e consideração; 
- "misteriosas", porque devido à sua fobia pela intromissão costumam ser muito reservadas no que diz respeito aos assuntos pessoais."

O terapeuta alerta que o maior perigo deste estilo afetivo é que os "defeitos" aparecem apenas depois que o vírus do amor já foi disparado. "Só quando se está apaixonado por alguém assim é que se pode sentir o rechaço em sua plenitude e a frieza do ermitão afetivo: esse é o cruel paradoxo."


Veja trecho de Amor de Alto Risco  e sobre como identificar um esquizoide antes de se apaixonar.
*

Em princípio, é preciso suspeitar de qualquer um que se proteja demais com segredos e com atitudes defensivas exageradas. O esquizoide se limitará a ser formal e amável, mas evitará qualquer tipo de pergunta ou atitude que implique se comprometer emocionalmente com os demais.

A alexitimia não pode ser dissimulada com facilidade. A inexpressividade verbal e gestual, assim como a pouca vida interior que os caracteriza não passarão despercebidas. Seu discurso vai ser monótono e carente de energia. Terá muito poucos amigos e você vai notar que ele é indiferente à opinião dos demais, assim como à dor e à alegria alheia.

Mas onde o estilo equizoide se faz mais evidente é quando se depara com temas como o amor, a amizade, a paixão, as fantasias e a compaixão. Ou seja, as questões em que o fator humano e a sensibilidade ganham mais força. Em poucos encontros, o efeito atração-repulsa será inevitável: quanto mais você se aproximar dele ou dela, mais se afastará; quanto mais amável você for, mais distante será o comportamento dele o dela. E, rapidamente, você estará brincando de gato e rato.

Algumas das seguintes pautas poderão servir como guia:

- Suas respostas emocionais tenderão a ser planas e pouco expressivas.

- Não desfrutará muito das relações íntimas. Vai aceitá-las a contragosto, sempre e quando não houver compromisso.

- Você sentirá que deve tomar a iniciativa quase sempre em relação a tudo, mas a sua negligência não será motivada por intenções subversivas, simplesmente, "dará no mesmo" para ele, pois nada o deixa entusiasmado.

- Será uma pessoa solitária, com poucos amigos e terá uma história afetiva muito pobre.

- Quando você perguntar das suas expectativas ou dos seus sonhos, perceberá que as suas metas e a sua vida interior são pobres. Pecará por um realismo cru, como se as suas fantasias não pudessem ir mais além do concreto.

- Vai lhe dar a impressão de estar diante de uma pessoa imune às críticas e aos elogios dos demais.

- Se você falar de amor, ele ou ela evitará se envolver na conversa. O incômodo ficará evidente.

O estilo esquizoide, representa a máxima expressão da indiferença passiva.  O ermitão procurará relações circunstanciais que não lhe solicitem esforço afetivo.

O estilo esquizoide não dá nem recebe, apenas basta a si mesmo.

*

Texto extraido da materia veiculada na FOLHA DE SAO PAULO em 01/06/2011

"... A indiferença do esquizoide é um buraco negro interpessoal onde qualquer manifestação de afeto desaparece sem deixar rastro... Para a maioria dos sujeitos esquizoides, é cômodo ter alguém que se preocupe com eles e lhes dê suporte social, mas, claro, sem passar do limite que define a distancia emocional... esse desapego e distanciamento não ocorrem como consequência de uma repressão ou um desconhecimento, mas pela simples incapacidade de processar e de codificar corretamente a informação afetiva... A sua estrategia principal é criar um território fechado, afetivo e físico, para evitar que as pessoas ultrapassem esse espaço de reserva pessoal e lhe tirem a mobilidade que deseja... Ele procura na solidão um refúgio para sua existência e faz com que a independência se transforme em isolamento, reclusão e incomunicação... Para o sujeito ermitão, o compromisso afetivo prende e aliena... A grande maioria dos esquizoides sofre de uma doença psicológica chamada alexitimia, que consiste na incapacidade de processar informação emocional e / ou afetiva, própria e alheia..."

RISO, Walter. Amores de Alto Risco. págs: 174 a 194.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

"Suas idéias não correspondem aos fatos" - Cazuza



As incoenrencias são fontes de inumeros aborrecimentos. 
Tentar alinhar a fala com as ações é importante. Se não der conta de fazer, opte por não falar, pois a incoerencia virá a tona inevitavelmente.
O incoerente causa prejuizo a si próprio comprometendo sua credibilidade e danos emocionais a quem convive.
Há pessoas que vivem apenas da fala, da teoria. São auto promotores de condutas que não realizam. Sua vida é mais show do que verdade. Atuação digna de Regina Duarte. 
Voce conhece alguém assim?

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Autoestima e nossas escolhas amorosas.

A autoestima define o juízo que faço de mim. Pode ser realista ou prejudicada por erros que deturpam nossa imagem para mais ou para menos.

Sentimentos de inferioridade indevidos prejudicam nossa autoestima. P. ex.: nos acharmos mais feios, chatos, burros do que efetivamente somos.

A verdadeira baixa autoestima deriva de condutas que temos e desaprovamos: preguiça, indisciplina, intolerância, negligência com os gastos...

Os que têm autoestima baixa injustificada se encantam por seus opostos e, sem perceber, escolhem pessoas que estão aquém do que mereciam.

Gente com baixa autoestima justificada também tende a escolher seus opostos: por vias transversas, escolhem ótimos parceiros sentimentais!

Pessoas que têm "dedo podre" para escolher parceiros são as que são legais e têm baixa autoestima indevida: tendem a achar graça nos piores.
Flávio Gikovate

domingo, 30 de junho de 2013

O custo da intimidade

"O psicólogo italiano Willy Pasini diz que a intimidade exige o abandono da couraça que protege o que temos de mais íntimo: quanto mais a intimidade é compartilhada, mais o outro tem livre trânsito aos nossos aspectos mais secretos. Mas só uma autoestima elevada permite viver tal “despir-se” como oportunidade, e não como ameaça.

Quem pensa que deve esconder as partes de si consideradas inconfessáveis vive a intimidade como se fosse um risco pessoal. Ter uma relação de intimidade significa entrar na vida do outro sem perder o sentido da própria identidade.

Para isso é necessário haver uma forte autonomia individual. Quer dizer recebermos o outro dentro no nosso território íntimo sem por isso achar que fomos invadidos ou contaminados. A intimidade também comporta a capacidade de ficarmos atentos às nossas próprias sensações.

Muitos conseguem ter intimidade sexual, mas não amorosa. Amar significa enfrentar riscos afetivos, significa expor-se. Quem tem dificuldade nos contatos íntimos, geralmente, é fechado numa couraça. Todo processo de amadurecimento pessoal consiste nessa progressiva conquista de uma cada vez maior confiança em si mesmo. Só nessas condições uma pessoa poderá baixar a guarda sem medo".

Texto de Regina Navarro Lins. 
reginanavarro.blogosfera.uol

terça-feira, 25 de junho de 2013

Não é só por 20 minutos.

"Nao é só por 20 centavos". Essa deve ter sido a frase mais repetida nos últimos dias. 
Os protestantes se posicionam assertivamente quando alguém  supõe que a manifestação é muito exagerada por tão poucos centavos.

A concordancia é quase unanime: É claro que a motivação não tem suas raízes fincadas em um único motivo. 

Assim é na nossa vida. Principalmente nos relacionamentos amorosos.

É muito comum pessoas terem um comportamento exagerado por algo aparentemente pequeno. E dessa forma a outra parte envolvida não entende tamanha desproporcionalidade em suas manifestações e por vezes banaliza a dor que o outro sente. 

Um bom exemplo para ilustrar a questão pode ser um marido que se atrasa para buscar sua esposa e a encontra transtornada.
Ele logo pensa que a mulher é nervosa demais, afinal de contas ele se atrasou apenas 20 minutos.

É importante entender, que no exemplo, a esposa certamente não está manifestando uma situação pontual e sim, inúmeras questões anteriores de descontentamento, as vezes até proporcionadas pelo próprio marido.

É preciso ter muito cuidado quando julgamos a questão do outro desproporcional e simplesmente desconsiderar a forma que ele se  manifesta. Uma alternativa inteligente e amorosa, seria entender o motivo de tanta angustia.

Fazer um esforço para entender o outro, com a cabeça do outro, é um enorme gesto de amor e  chama-se empatia. 

Diferença entre simpáticos e antipáticos - Por Flávio Gikovate

"As pessoas mais simpáticas são as que genuinamente gostam de seres humanos. As mais antipáticas sentem medo deles e se colocam na defensiva.

Os mais simpáticos sabem cativar os interlocutores com palavras, gestos adequados e cordiais. Os antipáticos têm gestual crítico e defensivo.

Os simpáticos toleram bem conversas vazias e que não levam a nada. Os antipáticos só gostam de falar sobre os assuntos do seu real interesse.

Pessoas simpáticas sentem prazer em seduzir e encantar enquanto que as antipáticas temem que isso implique continuidade nem sempre desejada".

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Frieza? Nao. Comportamento humano.

Como uma estudiosa do comportamento humano, estou sempre em busca do novo, do inusitado, do comum e do incomum. Parafraseando Freud "tudo que é humano me é familiar".
Talvez eu ainda sinta um pouco de prurido quando me deparo com algumas atrocidades, contudo me interessa e muito analisá-las.

Essa semana estudando sobre frieza emocional, ausencia de auto critica, alexitimia, ausencia de empatia, analfabetismo emocional, entre outros comportamentos. Me deparo com um fórum na internet. Achei tão interessante que resolvi transporta-lo para o blog, para que cada um tire suas próprias conclusões.

A pergunta do fórum era:

"Pessoas frias emocionalmente tem dificuldades de assumir um namoro sério, pois tem que fingir emoçoes

Sou uma pessoa muito fria emocionalmente e as minhas ações são friamente estudas antes de fazer. Penso o que vou falar, fazer, e sinto o que é bom ou ruim, tenho convicção do que é emocionalmente forte. Mas não consigo expressar emoções e não choro com facilidade, resumindo: sou mais racional do que emocional e as pessoas me chamam de frio. Isso é um defeito de fábrica ou uma qualidade?"

- Aparentemente uma pessoa com um razoável  senso de auto crítica, coisa rara entre pessoas frias emocionalmente. Ele questiona seu comportamento perante suas relações amorosas e busca a causa deste "defeito", usando a própria palava do remetente.
A pergunta por si só já é uma pérola. Eis que vem a resposta eleita como a "melhor resposta" na opinião do autor da pergunta.

Resposta:
 
"Sou assim também
Na minha opinião,isso é qualidade!
Agora pouco recebi um video de um rapaz apaixonado, a musica até era bonitinha, mas preferia receber o gabarito de questões de concursos ou outra tramóia qualquer
O legal é que dá pra se relacionar sugar o q tem de melhor da pessoa e depois termina com a desculpa de não deu certo
kkkkkkkkk "


O anonimato da vida virtual desnuda um pouco do pensamento do ser humano que na vida real talvez ele tente de todas as formas camuflar. 
Outro ponto interessante é a autora da resposta, jactar-se dessa "qualidade" e ainda achar "legal" "sugar" o que o outro tem de melhor e depois terminar da forma mais pusilanime possível.

Poder investigar algo que está tão aquém do meu comportamento é de fato uma oportunidade única.

terça-feira, 18 de junho de 2013

No divã : Solidão a dois.

No divã:
Sou casada há 8 anos e me sinto completamente sozinha. Não tenho meu marido como meu companheiro.

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Possivelmente voce já viveu, vive ou conhece alguém que mesmo namorando, ou casado desfruta de uma enorme solidao.
Isso é mais comum que imaginamos.

Na maioria das vezes o casal quando está apaixonado consegue mascarar as diferenças, porém com o passar do tempo vai ficando evidente a falta de afinidade e consequentemente a sensação de se estar sozinho dentro do relacionamento.

É um grande equivoco pensar que estar a dois evita a solidão. A verdade é que ninguém garante que um relacionamento traga bons vínculos.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Minha mais nova tatoo. #homenagem

"Meu pai não bebia, não fumava e morreu cedo. Não roubava e morreu pobre. Tirava o que tinha para dar para os outros e teve poucas pessoas para carregar seu caixão. Depois que ele morreu, nenhum parente perguntou aos seus filhos se precisavam ou não de algo.
Ou seja, em vida meu pai me ensinou a ser a melhor pessoa que eu consegui ser. Em morte, me ensinou a não esperar nada em troca por isso".

Otima dica. Sou frequentadora e recomendo!


Foi inaugurado em janeiro o Un`Altra Volta Gourmet, no Belvedere.
Em ambiente despojado, com parte das mesas disposta na calçada, a nova casa apresenta um cardápio diversificado. As influencias da culinária não vem apenas da Itália, mas também de outros países mediterrâneos.
Antepastos, tira-gosto de boteco, saladas, massas, frutos do mar, feijoada, paella e muito mais novidades para você.
Além dos pratos do cardápio o restaurante serve no almoço pratos executivos de segunda à sexta-feira.
Para acompanhar todas estas delicias sucos de frutas naturais, chopp gelado, drinks, caipivodka de diferentes frutas, ampla carta de vinhos e espumantes.
Rua Jornalista Djalma Andrade, 24 - Belvedere. Tel. (31) 2552-0102

domingo, 2 de junho de 2013

A arte da tolerância

Gente esse texto é bárbaro. Vale a pena ler. Por Frei Beto.

Para o deleite da nossa alma!

Tolerância é a capacidade de aceitar o diferente. Não confundir com o divergente. Intolerância é não suportar a pluralidade de opiniões e posições, crenças e idéias, como se a verdade fizesse morada em mim e todos devessem buscar a luz sob o meu teto.

Conta a parábola que um pregador reuniu milhares de chineses para pregar-lhes a verdade. Ao final do sermão, em vez de aplausos houve um grande silêncio. Até que uma voz se levantou ao fundo: “O que o senhor disse não é a verdade”. O pregador indignou-se: “Como não é verdade? Anunciei o que me foi revelado pelos céus!” O objetante retrucou: “Existem três verdades.

A do senhor, a minha e a verdade verdadeira. Nós dois, juntos, devemos buscar a verdade verdadeira”.

Só os intolerantes se julgam donos da verdade. Assim ocorre com Bin Laden, ao manter-se intransigente e não admitir os direitos dos não-muçulmanos, e com Bush, ao decidir que suas armas são o melhor argumento para convencer o mundo de que a Casa Branca tem sempre razão.
Todo intolerante é inseguro. Por isso, aferra-se a seus caprichos como náufrago à tábua que o mantém à tona. Não é capaz de ver o outro como outro. A seus olhos, o outro é um concorrente, um inimigo ou, como diz um personagem de Sartre, “o inferno”. Ou um potencial discípulo que deve acatar docilmente suas opiniões.
O tolerante evita colonizar a consciência alheia. Admite que, da verdade, ele apreende apenas alguns fragmentos, e que ela só pode ser alcançada por esforço comunitário. Reconhece no outro a alteridade radical, singular, que jamais deve ser negada.
Pode-se aplicar ao tolerante o perfil descrito por são Paulo no Hino ao Amor da 1ª carta aos Coríntios (13, 4-7): “é paciente e prestativo, não é invejoso nem ostenta, não se incha de orgulho e nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita nem guarda rancor. Não se alegra com a injustiça e se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
Ser tolerante não significa ser bobo. Tolerância não é sinônimo de tolice. O tolerante não desata tempestade em copo d’água, não troca o atacado pelo varejo, não gasta saliva com quem não vale um cuspe. Jamais cede quando se trata de defender a justiça, a dignidade e a honra, bem como o direito de cada um ter princípios e agir conforme a sua consciência, desde que isso não resulte em opressão ou exclusão, humilhação ou morte.
Das intolerâncias, a mais repugnante é a religiosa, pois divide o que Deus uniu. Quem somos nós para, em nome de Deus, decretar se esses são os eleitos e, aqueles, os condenados?
Só o amor torna um coração verdadeiramente tolerante. Porque quem ama não contabiliza ações e reações do ser amado e faz da sua vida um gesto de doação.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O inferno são os outros?

O filósofo Sartre disse certa vez que “o inferno são os outros”.
Pessoas nos machucam, fazem com que nossos planos não dêem certo, por isso, geralmente pensamos que se não fossem os outros, a vida seria mais fácil.
Contudo, se não fossem os outros, também não teríamos em quem confiar, não poderíamos compartilhar nossas vitórias e nos faltaria um ombro amigo para buscar apoio e conselhos. Sem os outros, não teríamos nenhum motivo para trabalhar. Para que fazer algo de extraordinário, se não vai servir a ninguém?
Não condicione o seu inferno ou paraíso aos outros. Assuma a responsabilidade por construir relacionamentos saudáveis. Faça isso desenvolvendo a sua inteligência emocional. Aprimore a sua autoconsciência, melhorando a percepção em relação aos sentimentos e emoções para compreender o que acontece em sua vida. Não seja você o inferno das pessoas. Aprenda a administrar relacionamentos, assim ampliará a capacidade de relacionar-se consigo e com os outros.  

O inferno são os outros

O que seria da tua beleza
se eu fechasse os meus olhos para você?
Do que adiantaria essa tua ideologia
se a tua própria liberdade se transformasse em opressão?
Escute o meu silêncio
Talvez você nem tenha percebido
que eu te quis também
Se ao menos eu pudesse te mostrar
que o inferno são os outros
Você não quis me escutar
e o tempo não parou
Vou sair pra ver o sol
Vou mentir e dizer que eu não sou feliz
Vou sair pra ver o sol
Deixo a porta aberta se quiser voltar
mas saiba que eu também consigo viver só
A solidão quem me ensinou a ser mais forte
E a qualquer lugar eu vou sem medo
Você não quis me escutar
e o tempo não parou

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Vamos ser grandes.

A vida é muito curta para ser pequena.
Ha muito tempo ouvi essa frase, nem sei o autor, mas sempre me lembro dela quando me deparo com a pequenez das pessoas.
Não dá para ser pequeno com quem se ama.
Não dá para ser desleal.
As alianças precisam ser fortes, grandes, a vida eh curta para ser pequena!!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Quando a gente ama, é claro que a gente cuida!

Prefácio do Livro : Um brinde à Saúde. Sem glúten nem lactose, POR FAVOR!

Quando a gente ama, é claro que a gente cuida!

Para uns, essa frase não passa de uma música que ficou famosa na voz de Caetano Veloso. Para outros, é a mais pura verdade. Em qual grupo você está?

Valéria era uma modelo linda. Olhos claros, cabelos longos e 56 quilos bem distribuídos em um corpo de 1,77 metro de altura. Chegou ao auge da sua carreira aos 27 anos. Mas fatores emocionais, cercados pela falta de estímulos, o descuido e a impulsividade, levaram Valéria a um processo desenfreado de gula. Hoje, aos 32 anos, a ex-modelo está com 87 quilos, colesterol alto e exausta das dietas que iniciou e parou sem emagrecer. Sente-se feia, não desejável e prefere esconder o corpo. Não tem força para resgatar a silhueta perfeita que exibia cinco anos atrás.

Histórias como a de Valéria se proliferam pelo mundo -- e os motivos são diversos e complexos. Algumas causas da perda de controle do peso tem suas bases fundadas em fatores biológicos ou problemas graves de saúde, outras porém são de ordem exclusivamente emocionais. Neste caso, a baixa autoestima pode ser a vilã da trama.


O assunto é delicado. Há vários conselhos a quem deseja recuperar o tão falado amor próprio. Sugerir o elevo desse sentimento a partir de fórmula mágica é fácil -- e surreal. Autoestima não se compra e tampouco se obtém através de comando de voz. As pessoas frequentemente me perguntam: "por que eu não me amo?". E eu sempre respondo: "pergunte a você".

O indivíduo é único, não reage da mesma forma `as mesmas emoções. Embora os dramas sejam parecidos e recorrentes, cada um sofre por um motivo e tem a sua forma própria de lidar com o incômodo.

Comer é uma delícia. De forma geral, ao experimentarmos algo prazeiroso, nossa mente nos envia uma resposta de satisfação. Em um círculo vicioso, depois do prazer, inicia-se uma nova procura por essa agradável sensação. Esse deleite pode ser atingido de várias maneiras: ao fazer atividade física, ouvir música, trabalhar, comer ou durante a relação sexual.  Com o estado emocional abalado, a busca pelo júbilo se potencializa. Nesse caso, muitas pessoas depositam na comida a solução -- equivocada -- de controlar a ansiedade.


O desafio dos prazeres é evitar os excessos. A consciência pode determinar o limite entre o veneno e a cura. E o primeiro passo para se livrar de algo indesejável é saber que ele existe. Voce come para saciar a fome ou para preencher lacunas vazias em sua vida?

Nossa fragilidade pode ser fruto de experiências anteriores, nem sempre positivas e estas se transformarem em bases para novos problemas, principalmente os ligados a autoestima.
Conhecer alguns sintomas da falta de amor próprio, pode lhe ajudar a identificar se algo está errado. Alguns deles:

  • Insegurança
  • Comodismo com os objetivos pessoais
  • Leve depressão
  • Dificuldade em dizer não
  • Dificuldade em aceitar elogios
  • Rejeitar críticas
  • Perfeccionismo
  • Ansiedade
  • Necessidade de aprovação
  • Complexo de inferioridade

Culpar fatores externos pode ser mais um mecanismo de defesa para se justificar e não entrar em contato com a própria limitação. Neste caso é muito comum atribuir a falta de tempo, a vida corrida, os compromissos intermináveis, o trânsito das grandes capitais, entre outros motivos criativos que a mente humana é capaz de elaborar. O ponto controverso desse comportamento é que você pode até se sentir perdoado, mas, em compensação, nunca conseguirá resolver o problema. Mesmo que se altere o contexto, os fatores externos sempre existirão. A mudança de comportamento é um processo exclusivamente interno.

Quebrar padrões enraizados e incorporar novos hábitos alimentares são tarefas árduas. Mas quem disse que seria fácil? Não há sucesso sem esforço. O caminho requer dedicação, disciplina estóica e vigilância constante. Criar uma nova realidade tendo você mesmo como o responsável pelas suas escolhas é ganhar libertade. E isso é valido tanto para pessoas com o peso normal, quanto a cima dele, pois o padrão estéticos não é a gênese desta questão, e sim a saúde.


Que tal se desapegar das desculpas camufladas há anos e passar a levar, desde já, uma vida saudável?

Comer bem é se cuidar. Quem ama cuida!

Simone Demolinari



Livro: Um brinde à saúde!

Na hora do Blush recomenda!!!!
Um brinde à saúde. Sem glúten e nem lactose, POR FAVOR!

O livro é simplesmente bárbaro e o melhor: pode mudar sua vida. Só depende de voce!

Segue a resenha:
Baseado em técnicas de coaching em saúde e bem-estar, este livro nos brinda com novas ferramentas que irão auxiliar em muito o leitor nesta nova jornada rumo à sua mudança de comportamento, quando ele, por si só, não está conseguindo o sucesso almejado.
O que esperar de um livro escrito por um executivo de finanças que abandonou sua carreira promissora para perseguir o seu sonho da gastronomia saudável e funcional?
Através de uma linguagem informal, descontraída e até cômica, este livro destrincha as lições contidas em longos tratados acadêmicos para o público leigo no assunto, ajudando o leitor de forma eficaz e segura a mudar seu comportamento alimentar. E o mais interessante: sem a necessidade de recorrer a vários tipos de especialistas no assunto. As metáforas do cotidiano usadas pelo autor, tais como o trânsito caótico, o corpo humano ou uma empresa indo à falência, bem como a utilização de jargões e exemplos do mundo empresarial e das finanças, são utilizadas para a compreensão de conceitos-chave para saúde e bem-estar.
Desta forma, o leitor acaba realizando seu próprio diagnóstico, chegando naturalmente a uma boa conclusão sobre o seu momento de vida e quais os passos que ele deverá tomar rumo ao seu bem-estar.
Brindemos então à saúde. Mas sem glúten e nem lactose. POR FAVOR!


Sobre o autor:

Marcelo Facini é um obstinado da gastronomia que abandonou sua consolidada carreira em finanças para dar total atenção à sua maior paixão: a alimentação saudável. Para tanto, ao longo de sua vida, realizou inúmeras pesquisas nas mais diversas e heterodoxas áreas, por meio de viagens a outros países e estudos aprofundados com célebres fontes de apoio, tais como bioquímicos, nutricionistas funcionais, e outros de diversas vertentes da medicina e da gastronomia. Porém, antes de tomar tamanha decisão radical, o autor cursou gastronomia vegetariana na prestigiada The Cordon Vert dentro da Sociedade Vegetariana do Reino Unido, a mais antiga do mundo. Continuou seu périplo pelo mundo e pelas muitas formas e estilos de gastronomia, realizando cursos na Le Cordon Bleu (Estados Unidos) e na Ecole Ritz Escoffier (França). Também fez cursos de cozinha indiana nos EUA e tailandesa no Brasil. Além de todos estes estudos, ainda possui certificação em Personal e Professional Coach na Sociedade Brasileira de Coaching no Brasil, e Health and Wellnes Coach Certification na Universidade Rice, Texas, EUA. Apesar de tamanha expertise e contato com amigos e chefs de várias culturas, o que mais o incentiva é levar todo esse conhecimento aos não iniciados nesse complexo meio. Como? Através de uma linguagem simples, divertida e didática, facilitando o acesso a uma ótima saúde e qualidade de vida por meio da gastronomia funcional. 



terça-feira, 23 de abril de 2013

Sobre a Juv and You

"A Juv&You nasceu do sonho de trazer as bijuterias e acessórios das passarelas para as ruas do Brasil. Além de oferecer peças irresistíveis e de qualidade, a Juv&You também proporciona uma alternativa de carreira para quem tem espírito empreendedor e deseja trabalhar com moda. Com produtos deslumbrantes, um serviço extremamente dedicado e personalizado para cada cliente, nosso modelo é uma fórmula comprovada para ganho, sucesso e diversão!
Nossa equipe de desenvolvimento é detalhista no desenho de cada peça e sempre se baseia na tendência global. Assim, sempre temos novidades e acessórios do mundo inteiro!
Nosso compromisso é te ajudar a conquistar sua liberdade financeira e a realizar seu sonho, independente de qual seja!
Você é o coração do nosso sucesso!"

Seja bem-vindo(a) à Juv&You!
http://www.juv.com.br/about

Juv and You!

Vale muito conferir o site.
Só peças lindas e o mais interessante é que voce pode ter sua própria loja...
É muito mais fácil do que voce imagina. Ficou interessado? Então dá uma olhada:

http://www.juv.com.br/loja?gclid=COTH09iH4bYCFcXe4Aod-UwA_g

Beijos

Amor Líquido

Minha dica de livro vai para Amor Líquido. Fala sobre a era do descartável as relações. Do tratamento moderno em que pessoas são tratadas como mercadoria - deu defeito, vai lá e troca.
Numa total inversão de valores.
Se temos a versão atualizada das máquinas em questão de horas, no comportamento não é bem assim. Pessoas demoram anos para serem "atualizadas" e com muito empenho, isso quando conseguem.
Portanto por mais que estamos em momento de revolução digital, no corpo humano ainda bate um coração.
Vale refletir!
Beijos

terça-feira, 16 de abril de 2013

As fantasias do Amor Romantico

Compartilho com voces o texto da queridissima pisicanalista Regina Navarro Lins.

"A minha crítica ao amor romântico não é ao fato de se mandar flores, dançar olho no olho, jantar a luz de velas. Isso tudo é ótimo!

Critico a idealização do outro e do par amoroso e as expectativas alimentadas nesse tipo de amor, como as de q os dois vão se transformar num só, de que se completam, nada lhes faltando, de que sem o amado nada tem graça na vida, de que um vai vai ter todas as suas necessidades satisfeitas pelo outro, de que quem ama não sente tesão por mais ninguém, nem transa com outra pessoa, de que é impossível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo.

Num primeiro momento o amor romântico é muito atraente pela exaltação que provoca. O que há de melhor para o nosso desamparo do que a fantasia de se fundir com outra pessoa, exatamente como a criança no útero da mãe? Só que isso não é real.

Como são expectativas impossíveis de serem satisfeitas na convivência íntima, em pouco tempo o desencanto se instala. Muitas vezes surge o rancor pelo outro ao se constatar que ele frustrou as expectativas de complementação. Enfim, o amor romântico gera muito mais sofrimento do que alegrias".

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Cuide bem do seu amor.

Linda letra dos Paralamas do Sucesso para nossa reflexão.
Voce CUIDA BEM do seu amor?? 

A vida sem freio me leva, me arrasta, me cega
No momento em que eu queria ver
O segundo que antecede o beijo
A palavra que destrói o amor
Quando tudo ainda estava inteiro
No instante em que desmoronou
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo tudo estava em paz
Cuide bem do seu amor
Seja quem for.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Sobre o Elogio.

O PERIGO de se receber muitos elogios é acreditar que você seja o que dizem e passar a se comportar feito um tolo.
O PERIGO de se tornar um tolo e ter muitas pessoas te aplaudindo é você acreditar que seja melhor que os outros e então passar a tratar as pessoas com indiferença e arrogância.
O PERIGO de passar a tratar as pessoas com indiferença e arrogância é que você pode acabar fazendo isso inclusive com gente que te ajudou e que tem carinho e respeito real por ti.
E O PERIGO de se comportar dessa maneira é que o mundo gira e de repente você que estava lá no alto com seu EGO INFLADO e cercado de falsos amigos, tombe e ao precisar de uma mão para te ajudar, perceba que ficou sozinho.
Então... o melhor é ter a cabeça no lugar e saber quem és de verdade. Pois nenhum império é eterno.
Elogios não me compram e críticas não me abatem.
O que é de verdade e se mantém de verdade não sucumbe as ilusões do poder.
Somos todos passíveis de erros, mas só os JUSTOS reconhecem o verdadeiro valor de cada um daqueles que esteve ou está ao seu lado.
CUIDADO para não pirar e acabar acreditando ser quem nunca foi.
Isso é o que uso para mim.


Tico Santa Cruz