Estou saindo com uma pessoa há 4 meses. Eu o considero meu namorado, mas ele prefere dizer que a gente “fica”. Não sei se sou a única na vida dele, não me sinto bem com essa situação. Queria namorar, fazer planos, mas ele só quer “ficar”.
Já algum tempo que “ficar” se tornou entre algumas pessoas, algo muito interessante. Essa relação sem compromisso, me consta que é um tudo pode, desde que consensual, ou não.
O famoso “ficar” parece ser um dos contratos amorosos mais livres de regras. Para escrever este artigo perguntei a alguns amigos o que era “ficar” para eles. E obtive resposta desde de ficar é só transar, até “ficar” é algo sério que precede o namoro. Uns dizem que ficam com exclusividade, outros dizem que “ficam” pois assim estão livres para se relacionar com outros parceiros.
Dessa forma conclui que “ficar” é terra de ninguém, cada um “fica” a sua maneira e cria as regras que lhe convém.
Intuo que um bom percentual dos adeptos as “ficadas” carregam consigo um certo medo da entrega amorosa. Aparentemente se divertem com as “ficadas”, mas intimamente saboreiam uma certa solidão.
Uma das partes boa da relação afetiva estável é a sensação de aconchego que ela proporciona. Podendo o casal, dentro de uma condição de confiança, dividir alegrias, dores, dificuldades, caminhar juntos e quem sabe até constituir família. Esse tipo de relacionamento, está na contra-mão das “ficadas”, que constam estar mais ligadas a diversão.
O mais importante é conferir com seu parceiro de forma bem transparente, qual é o modelo que ele prefere levar a relação, caso não seja compatível com o seu, é melhor evitar a continuidade, caso contrario voce se submeterá a uma situação aviltante ou entrará na busca frenética de tentar mudar o outro. Ambos ruins. O melhor é envolver-se com quem busca o mesmo que voce. Semelhantes, uni-vos!
Sorte e paz. Te espero na próxima edição.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Bom coração não praticante -- Revista Exclusive
Passei por dois momentos de muita dificuldade em minha vida. E nesses momentos as pessoas do meu convívio simplesmente sumiram. Ate aquelas que sempre diziam me amar se afastaram. É difícil encontrar uma pessoa que esteja ao seu lado de verdade, no momento de fraqueza a maioria só está com você nas horas felizes. Sofro muito com isso.
Infelizmente, esta não é uma queixa só sua.
Tenho a impressão que atualmente vivemos num estado de abundância material e miséria emocional. O “salve-se quem puder” dita as regras e as pessoas tornam-se mais rasas no nobre ato de amar.
Recentemente presenciei um caso de alguém que passara um quadro de depressão severa. Ele narra que tudo em sua vida eram “flores”, até ser acometido pela doença. A partir dai, alem de ter que lidar com todas as mazelas de uma depressão ainda precisava se fingir de feliz para sofrer menos criticas e julgamentos de amigos e parentes. Segundo ele, a falta de compreensão e afetividade das pessoas próximas contribuíram consideravelmente para o agravamento do seu problema.
De fato na nossa sociedade tem pouco espaço para lamurias. Conjuges, pais, filhos e amigos muitas vezes optam por se afastar do sofredor ao invés de acolhe-lo. Simplesmente não querem estar próximos a alguém que esteja sofrendo. Na gíria popular, optam por “dar um tempo” até que a dor passe e a relação possa ser retomada com base na felicidade.
Há de se entender que ninguém pode dar aquilo que não possui, mas se de fato não possui, eu questiono: onde ficam as juras de amor nos momentos de alegria? A promessa do “conte comigo para sempre”? Para onde vão essas promessas nas horas de dificuldade? Ou tudo isso só é valido num permanente estado de alegria?
Que laços de afeto são estes, que de tão frágeis, se sucumbem frente a um sofrimento? Que amor é este, que só ama o belo, o perfeito?
Onde fica a empatia, a benevolência e a compaixão? Se limitam as palavras?
O amigo prestativo, o irmão solidário, o companheiro apaixonado, por vezes, tornam-se bons corações não praticantes, capazes de fazer uma doação a uma instituição de caridade, mas incapazes de se doarem ao outro.
Amar ao próximo como a ti mesmo, tem se apresentado algo tão antigo que só parece fazer sentido nas paginas da bíblia.
Ao meu ver deveríamos ter mais compromissos efetivos uns com os outros amando-os por completo e não só quando interessa.
Sorte e Paz, te vejo na próxima edição.
Infelizmente, esta não é uma queixa só sua.
Tenho a impressão que atualmente vivemos num estado de abundância material e miséria emocional. O “salve-se quem puder” dita as regras e as pessoas tornam-se mais rasas no nobre ato de amar.
Recentemente presenciei um caso de alguém que passara um quadro de depressão severa. Ele narra que tudo em sua vida eram “flores”, até ser acometido pela doença. A partir dai, alem de ter que lidar com todas as mazelas de uma depressão ainda precisava se fingir de feliz para sofrer menos criticas e julgamentos de amigos e parentes. Segundo ele, a falta de compreensão e afetividade das pessoas próximas contribuíram consideravelmente para o agravamento do seu problema.
De fato na nossa sociedade tem pouco espaço para lamurias. Conjuges, pais, filhos e amigos muitas vezes optam por se afastar do sofredor ao invés de acolhe-lo. Simplesmente não querem estar próximos a alguém que esteja sofrendo. Na gíria popular, optam por “dar um tempo” até que a dor passe e a relação possa ser retomada com base na felicidade.
Há de se entender que ninguém pode dar aquilo que não possui, mas se de fato não possui, eu questiono: onde ficam as juras de amor nos momentos de alegria? A promessa do “conte comigo para sempre”? Para onde vão essas promessas nas horas de dificuldade? Ou tudo isso só é valido num permanente estado de alegria?
Que laços de afeto são estes, que de tão frágeis, se sucumbem frente a um sofrimento? Que amor é este, que só ama o belo, o perfeito?
Onde fica a empatia, a benevolência e a compaixão? Se limitam as palavras?
O amigo prestativo, o irmão solidário, o companheiro apaixonado, por vezes, tornam-se bons corações não praticantes, capazes de fazer uma doação a uma instituição de caridade, mas incapazes de se doarem ao outro.
Amar ao próximo como a ti mesmo, tem se apresentado algo tão antigo que só parece fazer sentido nas paginas da bíblia.
Ao meu ver deveríamos ter mais compromissos efetivos uns com os outros amando-os por completo e não só quando interessa.
Sorte e Paz, te vejo na próxima edição.
Dificuldade em se relacionar afetivamente? -- Revista Minas em Cena
Já tive inúmeras namoradas mas não consigo me apegar a nenhuma delas. Elas aparecem sempre cheias de problemas e não tenho muita paciência. Tenho 36 anos, sou louco para casar, mas não encontro a mulher ideal.
Guilherme
Idealizar o parceiro pode ser uma terrível armadilha. Algumas das grandes decepções amorosas derivam da inaceitável decepção quando mito dá lugar ao ser humano.
Na busca do par perfeito, homens e mulheres sonham com uma espécie de “salvador da pátria”, que chegará para curar todas as mazelas, preencher a solidão e os anseios atuais e ainda ressarcir um passado afetivo desagradável.
Nessa busca pelo par perfeito sobra muito pouco para o parceiro manifestar alguma fragilidade.
Recentemente deparei-me com um casal onde a relação era pautada nesses moldes: amor de plástico. O marido casou-se com a mulher perfeita: bonita, elegante, amável e inteligente, uma princesa que ele tanto procurara.
A relação durou ao todo três anos e ruiu em apenas um mês quando a esposa teve uma grave doença que piorou com um quadro de depressão. O marido não excitou e pediu a separação, alegando problemas de incompatibilidade. Ela relata uma enorme decepção: “nunca imaginei que 3 anos de pura doação, não fosse capaz de segurar um problema de saúde”.
O marido seguiu em frente e ela sucumbiu em uma das suas piores dores emocionais. Fechou sua empresa, emagreceu 15 kilos e enfrentou uma série de doenças advindas do baixo sistema imunológico, fruto do desgaste emocional.
Historias como estas, não são difíceis de se encontrar.
O aconchego afetivo que em tese, deveria ser a premissa do amor, dá lugar a uma cruel relação objetal, onde o parceiro (a) fica obrigado a ser perfeito, impecável, saudável, quase imortal.
Contudo, a verdadeira relação amorosa se dá em meio as fragilidades e imperfeições do ser amado. É quando se aceita com maturidade que o ídolo tem seus “pés de barro”.
O ideal é ponderar as qualidades, os valores e os defeitos. Pessoas maduras afetivamente amam parceiros imperfeitos.
Sorte e paz, te espero na próxima edição.
Guilherme
Idealizar o parceiro pode ser uma terrível armadilha. Algumas das grandes decepções amorosas derivam da inaceitável decepção quando mito dá lugar ao ser humano.
Na busca do par perfeito, homens e mulheres sonham com uma espécie de “salvador da pátria”, que chegará para curar todas as mazelas, preencher a solidão e os anseios atuais e ainda ressarcir um passado afetivo desagradável.
Nessa busca pelo par perfeito sobra muito pouco para o parceiro manifestar alguma fragilidade.
Recentemente deparei-me com um casal onde a relação era pautada nesses moldes: amor de plástico. O marido casou-se com a mulher perfeita: bonita, elegante, amável e inteligente, uma princesa que ele tanto procurara.
A relação durou ao todo três anos e ruiu em apenas um mês quando a esposa teve uma grave doença que piorou com um quadro de depressão. O marido não excitou e pediu a separação, alegando problemas de incompatibilidade. Ela relata uma enorme decepção: “nunca imaginei que 3 anos de pura doação, não fosse capaz de segurar um problema de saúde”.
O marido seguiu em frente e ela sucumbiu em uma das suas piores dores emocionais. Fechou sua empresa, emagreceu 15 kilos e enfrentou uma série de doenças advindas do baixo sistema imunológico, fruto do desgaste emocional.
Historias como estas, não são difíceis de se encontrar.
O aconchego afetivo que em tese, deveria ser a premissa do amor, dá lugar a uma cruel relação objetal, onde o parceiro (a) fica obrigado a ser perfeito, impecável, saudável, quase imortal.
Contudo, a verdadeira relação amorosa se dá em meio as fragilidades e imperfeições do ser amado. É quando se aceita com maturidade que o ídolo tem seus “pés de barro”.
O ideal é ponderar as qualidades, os valores e os defeitos. Pessoas maduras afetivamente amam parceiros imperfeitos.
Sorte e paz, te espero na próxima edição.
Voce faz boas escolhas amorosas? Revista Minas em Cena
Sempre gosto das pessoas erradas. Ja me envolvi com pessoas boas, mas logo perdi o interesse, e sempre acabo me apaixonando por quem não deveria.
Essa reclamação é bastante comum, tanto em homens quanto em mulheres. Na minha experiência, percebo uma característica em comum naqueles que trazem consigo essa queixa: são indivíduos motivados pelo desafio.
É como se só conquistas difíceis ou beirando o impossível tivessem valor.
E exemplos não faltam, há quem se motive com o desafio de transformar alguém frio e distante eu um ser amável e dócil, há quem insiste em transformar o egoísta em generoso, há ainda quem corajosamente se motive em converter o “mulherengo” em exemplo de fidelidade, tem também pessoas que só se interessam por quem representa o o sonho de consumo coletivo. Estes e outros exemplos carregam consigo um ponto em comum: as conquistas difíceis.
Tantas elaboração e estratégia em torno de um sentimento que em tese, deveria fluir naturalmente, pode sinalizar um perigo: a vaidade disfarçada de amor.
É possível que a maioria das pessoas que escolhem sempre relacionamentos fadado ao insucesso, esteja com sua auto estima enfraquecida ou trás consigo um histórico de desamor materno ou paterno. Assim, sentem-se atraídas pela conquistas difíceis com a falsa crença de que uma vez vencida a dificuldade, virá a recompensa através do preenchimento da sensação de vazio, ledo engano.
Visto sob uma ótica consciente, não faz sentido ter interesse por alguém com um curriculum afetivo pouco admirável. Essas escolhas invertidas tem suas raízes fincadas no subconsciente.
Na contramão desse movimento temos as relações afetivas extremamente prazeirosas, calmas e leves e sem saber explicar o porque, perde-se totalmente o interesse pelo outro.
Neste caso é muito importante avaliar criteriosamente o desinteresse, pois não é difícil de se cair numa armadilha sentimental, uma cilada muito bem elaborada pela mente que induz a busca de amores impossíveis, perfeitos e irreais desperdiçando aqueles que oferecem paz e mansidão. Essa reclamação é bastante comum, tanto em homens quanto em mulheres. Na minha experiência, percebo uma característica em comum naqueles que trazem consigo essa queixa: são indivíduos motivados pelo desafio.
É como se só conquistas difíceis ou beirando o impossível tivessem valor.
E exemplos não faltam, há quem se motive com o desafio de transformar alguém frio e distante eu um ser amável e dócil, há quem insiste em transformar o egoísta em generoso, há ainda quem corajosamente se motive em converter o “mulherengo” em exemplo de fidelidade, tem também pessoas que só se interessam por quem representa o o sonho de consumo coletivo. Estes e outros exemplos carregam consigo um ponto em comum: as conquistas difíceis.
Tantas elaboração e estratégia em torno de um sentimento que em tese, deveria fluir naturalmente, pode sinalizar um perigo: a vaidade disfarçada de amor.
É possível que a maioria das pessoas que escolhem sempre relacionamentos fadado ao insucesso, esteja com sua auto estima enfraquecida ou trás consigo um histórico de desamor materno ou paterno. Assim, sentem-se atraídas pela conquistas difíceis com a falsa crença de que uma vez vencida a dificuldade, virá a recompensa através do preenchimento da sensação de vazio, ledo engano.
Visto sob uma ótica consciente, não faz sentido ter interesse por alguém com um curriculum afetivo pouco admirável. Essas escolhas invertidas tem suas raízes fincadas no subconsciente.
Na contramão desse movimento temos as relações afetivas extremamente prazeirosas, calmas e leves e sem saber explicar o porque, perde-se totalmente o interesse pelo outro.
Pense nisso.
Sorte e Paz, te espero na próxima edição.
Uma Visão além de si mesmo. Revista Exclusive
Tenho um parceiro com dificuldades para entender meu ponto de vista, banaliza a minha dor e acha minhas reclamações sem fundamentos. Ele diz que sou geniosa, eu já o acho intolerante. Ele afirma que me entende, mas acredito que não, pois sempre divergimos. Há amor, mas convivo com esse constante incomodo na relação.
A generosidade emocional nas relações seria ampliada se houvesse a pratica da percepção empática entre os casais. Mas lamentavelmente ela não é privilégio de todos.
Sou entusiasta da palavra empatia, infelizmente pouco encontrada nas pessoas e muitas vezes usada forma equivocada.
Sou entusiasta da palavra empatia, infelizmente pouco encontrada nas pessoas e muitas vezes usada forma equivocada.
Empatia é uma competência emocional que possibilita enxergar o outro sob a otica do outro, sentindo como ele se sente, pensando como ele pensa, se colocando inteiramente em seu lugar e compreendendo suas reais motivações -- coisa rara de se ver.
Para que haja empatia é preciso sensibilidade aguçada, capacidade de ouvir, inteligência emocional desenvolvida e ausência de egoísmo. É a visão a partir do referencial alheio e não do “EU”, portanto empatia e egoísmo não coexistem.
Se relacionar com alguém incapaz de se colocar em seu lugar, significa conviver com um parceiro que será sempre em algum grau, indiferente as suas dores. E pior, mesmo que ele se esforce, dificilmente alcançará índices satisfatórios, pois a verdadeira empatia é uma aptidão inata onde o egoísmo cede gentilmente o lugar ao altruísmo.
É comum alguns casais resolverem esta equação adotando a prática do “eu não te entendo, mas eu te respeito”. Temos aí duas possibilidades: uma se o pacto for pautado no amor, na verdade e no empenho mutuo, há grandes chances do respeito preponderar ao não entendimento. A outra possibilidade é desse combinado ter apenas o objetivo de por fim a uma discussão, este representa a maioria dos casos, e aí pode morar uma terrível bomba relógio pronta para explodir a qualquer momento.
É preciso ficar atento a seriedade do que é tratado. Combinar somente o que for possível cumprir para não deixar pior, aquilo que já não está bom.
Nestes casos praticar a empatia é um excelente exercício de amor incondicional, mas como disse sabiamente nosso admirável Nelson Rodrigues “ Amar a humanida é facil, dificil é amar o próximo”.
Nestes casos praticar a empatia é um excelente exercício de amor incondicional, mas como disse sabiamente nosso admirável Nelson Rodrigues “ Amar a humanida é facil, dificil é amar o próximo”.
Sorte e Paz, te espero na próxima edição.
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