domingo, 30 de junho de 2013

O custo da intimidade

"O psicólogo italiano Willy Pasini diz que a intimidade exige o abandono da couraça que protege o que temos de mais íntimo: quanto mais a intimidade é compartilhada, mais o outro tem livre trânsito aos nossos aspectos mais secretos. Mas só uma autoestima elevada permite viver tal “despir-se” como oportunidade, e não como ameaça.

Quem pensa que deve esconder as partes de si consideradas inconfessáveis vive a intimidade como se fosse um risco pessoal. Ter uma relação de intimidade significa entrar na vida do outro sem perder o sentido da própria identidade.

Para isso é necessário haver uma forte autonomia individual. Quer dizer recebermos o outro dentro no nosso território íntimo sem por isso achar que fomos invadidos ou contaminados. A intimidade também comporta a capacidade de ficarmos atentos às nossas próprias sensações.

Muitos conseguem ter intimidade sexual, mas não amorosa. Amar significa enfrentar riscos afetivos, significa expor-se. Quem tem dificuldade nos contatos íntimos, geralmente, é fechado numa couraça. Todo processo de amadurecimento pessoal consiste nessa progressiva conquista de uma cada vez maior confiança em si mesmo. Só nessas condições uma pessoa poderá baixar a guarda sem medo".

Texto de Regina Navarro Lins. 
reginanavarro.blogosfera.uol

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