"O psicólogo italiano Willy Pasini diz que a
intimidade exige o abandono da couraça que protege o que temos de mais
íntimo: quanto mais a intimidade é compartilhada, mais o outro tem livre
trânsito aos nossos aspectos mais secretos. Mas só uma autoestima
elevada permite viver tal “despir-se” como oportunidade, e não como
ameaça.
Quem pensa que deve esconder as partes de si consideradas
inconfessáveis vive a intimidade como se fosse um risco pessoal. Ter uma
relação de intimidade significa entrar na vida do outro sem perder o
sentido da própria identidade.
Para isso é necessário haver uma
forte autonomia individual. Quer dizer recebermos o outro dentro no
nosso território íntimo sem por isso achar que fomos invadidos ou
contaminados. A intimidade também comporta a capacidade de ficarmos
atentos às nossas próprias sensações.
Muitos conseguem ter
intimidade sexual, mas não amorosa. Amar significa enfrentar riscos
afetivos, significa expor-se. Quem tem dificuldade nos contatos íntimos,
geralmente, é fechado numa couraça. Todo processo de amadurecimento
pessoal consiste nessa progressiva conquista de uma cada vez maior
confiança em si mesmo. Só nessas condições uma pessoa poderá baixar a
guarda sem medo".
Texto de Regina Navarro Lins.
reginanavarro.blogosfera.uol
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