terça-feira, 30 de julho de 2013

Dificuldade de expressar emoção tem um nome...

Alexitimia: Se trata de uma dificuldade de verbalizar emoções e descrever sentimentos. Não significa exatamente a ausência de sentimentos, mas sim o bloqueio em expressa-los.

Ter um parceiro ou parceira com alexitimia pode não ser muito bom, pois ouvir "eu te amo" "estou com saudade" de forma sincera, e não mecanica, fortalece o amor e é remedio para alma.


Se voce se percebe com dificuldades de expressar seus sentimentos, procure ajuda profissional. O primeiro beneficiado será voce próprio e depois os que te amam!





Traição

Descobrir que a pessoa amada foi infiel é uma das dores emocionais mais fortes e difíceis de enfrentar.
Isso acontece porque além de ver o sonho de construir uma vida a dois ruir, o parceiro traído sofre uma queda enorme na sua autoestima e claro que isso pode prejudicar sua capacidade de confiar nos outros, e pior, em si mesmo.
Quando juntam dois sentimentos complicados que são: rejeição e desamor.
fica dificil manter a autoestima de pé.
Mas nem tudo está perdido.
Melhor do que qualquer condição desfavoravel, está o velho e poderoso tempo, ele de fato nos reserva surpresas que podem ser muito boas.
Comece a perceber que as perdas vem disfarçadas de oportunidades. Neste momento aparecerão novos contextos e pessoas que certamente acrescentarão novas peças ao "quebra-cabeça" da vida.
Perceba as novas oportunidades que a perda traz!


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Revista Season - Puro Luxo!

Obrigada Revista Season, pelo presente maravilhoso e pela homenagem nessa edição!!
Valeu!


Depressão por Flavio Gikovate

A depressão corresponde a um estado alterado no qual a pessoa, normalmente cheia de energia e interesses, pode perder até a vontade de viver.

O deprimido pode ser confundido com o preguiçoso: é um grave erro, pois a conduta prévia indica que ele está vivendo um distúrbio temporário.

Não convém pressionar o deprimido a "se esforçar" para voltar ao ritmo usual. Isso acontecerá espontaneamente quando a doença for controlada.

A recuperação do deprimido é muito bem-vinda, pois a alegria e a boa disposição contribuem bastante para fortalecer as defesas imunológicas.

Muitas vezes a depressão tem causas orgânicas e aí o tratamento com medicamentos se justifica; porém, sempre convém associar à psicoterapia.

Várias ações ajudam a prevenir depressões: atividade física, boas relações afetivas e de amizade, não abusar do álcool, trabalho estimulante...

Existem fatores culturais associados à depressão: o rápido avanço tecnológico cria um novo ambiente no qual muitos se sentem desconfortáveis.

domingo, 14 de julho de 2013

Os Domingos precisam de feriados.

Texto maravilhoso do genial Rabino Nilton Bonder.
Espero que gostem, eu AMEI!



Os Domingos precisam de feriados   
   
Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação.

Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.

Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta. Hoje, o tempo de 'pausa' é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações 'para não nos ocuparmos'. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia  com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo.

Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim. Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado.

Nossos namorados querem 'ficar', trocando o 'ser' pelo 'estar'. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos? Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos.

Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair - literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é 'o que vamos fazer hoje?' - já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo.

Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria. Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar. Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.

Rabino Nilton Bonder

terça-feira, 9 de julho de 2013

O destroçador de corações

O terapeuta italiano Walter Riso reuniu todos os tipos de destroçadores de corações no livro Amores de Alto Risco.

Na concepção do autor, são oito os tipos de amantes que podem nos afastar da felicidade e da troca efetiva de boas experiências e sentimentos.

Um dos tipos que mais causa sofrimento é o esquizoide, formado pelos indivíduos que se isolam afetivamente do companheiro em uma forma de agressão silenciosa. Segundo o italiano, essas pessoas sofrem de um certo analfabetismo emocional e de falta de empatia, com ausência quase absoluta de erotismo. Mesmo assim, não é difícil cair nas teias delas.

"(...) muitas pessoas se envolvem e terminam entrando no jogo do amor desvinculado. Talvez porque, no começo da relação, o sujeito esquizoide não se pareça em nada com um buraco negro e ninguém suspeite da sua incapacidade de dar e receber afeto. A impressão que costumam causar durante a conquista é de que são pessoas respeitosas e um pouco misteriosas, o que, sem dúvida, atrai seus pretendentes. O disfarce é quase perfeito:

- "boas pessoas", porque enquanto não se sentem invadidas, não são agressivas; 
- "respeitosas", porque o seu distanciamento é percebido inicialmente como tolerância e consideração; 
- "misteriosas", porque devido à sua fobia pela intromissão costumam ser muito reservadas no que diz respeito aos assuntos pessoais."

O terapeuta alerta que o maior perigo deste estilo afetivo é que os "defeitos" aparecem apenas depois que o vírus do amor já foi disparado. "Só quando se está apaixonado por alguém assim é que se pode sentir o rechaço em sua plenitude e a frieza do ermitão afetivo: esse é o cruel paradoxo."


Veja trecho de Amor de Alto Risco  e sobre como identificar um esquizoide antes de se apaixonar.
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Em princípio, é preciso suspeitar de qualquer um que se proteja demais com segredos e com atitudes defensivas exageradas. O esquizoide se limitará a ser formal e amável, mas evitará qualquer tipo de pergunta ou atitude que implique se comprometer emocionalmente com os demais.

A alexitimia não pode ser dissimulada com facilidade. A inexpressividade verbal e gestual, assim como a pouca vida interior que os caracteriza não passarão despercebidas. Seu discurso vai ser monótono e carente de energia. Terá muito poucos amigos e você vai notar que ele é indiferente à opinião dos demais, assim como à dor e à alegria alheia.

Mas onde o estilo equizoide se faz mais evidente é quando se depara com temas como o amor, a amizade, a paixão, as fantasias e a compaixão. Ou seja, as questões em que o fator humano e a sensibilidade ganham mais força. Em poucos encontros, o efeito atração-repulsa será inevitável: quanto mais você se aproximar dele ou dela, mais se afastará; quanto mais amável você for, mais distante será o comportamento dele o dela. E, rapidamente, você estará brincando de gato e rato.

Algumas das seguintes pautas poderão servir como guia:

- Suas respostas emocionais tenderão a ser planas e pouco expressivas.

- Não desfrutará muito das relações íntimas. Vai aceitá-las a contragosto, sempre e quando não houver compromisso.

- Você sentirá que deve tomar a iniciativa quase sempre em relação a tudo, mas a sua negligência não será motivada por intenções subversivas, simplesmente, "dará no mesmo" para ele, pois nada o deixa entusiasmado.

- Será uma pessoa solitária, com poucos amigos e terá uma história afetiva muito pobre.

- Quando você perguntar das suas expectativas ou dos seus sonhos, perceberá que as suas metas e a sua vida interior são pobres. Pecará por um realismo cru, como se as suas fantasias não pudessem ir mais além do concreto.

- Vai lhe dar a impressão de estar diante de uma pessoa imune às críticas e aos elogios dos demais.

- Se você falar de amor, ele ou ela evitará se envolver na conversa. O incômodo ficará evidente.

O estilo esquizoide, representa a máxima expressão da indiferença passiva.  O ermitão procurará relações circunstanciais que não lhe solicitem esforço afetivo.

O estilo esquizoide não dá nem recebe, apenas basta a si mesmo.

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Texto extraido da materia veiculada na FOLHA DE SAO PAULO em 01/06/2011

"... A indiferença do esquizoide é um buraco negro interpessoal onde qualquer manifestação de afeto desaparece sem deixar rastro... Para a maioria dos sujeitos esquizoides, é cômodo ter alguém que se preocupe com eles e lhes dê suporte social, mas, claro, sem passar do limite que define a distancia emocional... esse desapego e distanciamento não ocorrem como consequência de uma repressão ou um desconhecimento, mas pela simples incapacidade de processar e de codificar corretamente a informação afetiva... A sua estrategia principal é criar um território fechado, afetivo e físico, para evitar que as pessoas ultrapassem esse espaço de reserva pessoal e lhe tirem a mobilidade que deseja... Ele procura na solidão um refúgio para sua existência e faz com que a independência se transforme em isolamento, reclusão e incomunicação... Para o sujeito ermitão, o compromisso afetivo prende e aliena... A grande maioria dos esquizoides sofre de uma doença psicológica chamada alexitimia, que consiste na incapacidade de processar informação emocional e / ou afetiva, própria e alheia..."

RISO, Walter. Amores de Alto Risco. págs: 174 a 194.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

"Suas idéias não correspondem aos fatos" - Cazuza



As incoenrencias são fontes de inumeros aborrecimentos. 
Tentar alinhar a fala com as ações é importante. Se não der conta de fazer, opte por não falar, pois a incoerencia virá a tona inevitavelmente.
O incoerente causa prejuizo a si próprio comprometendo sua credibilidade e danos emocionais a quem convive.
Há pessoas que vivem apenas da fala, da teoria. São auto promotores de condutas que não realizam. Sua vida é mais show do que verdade. Atuação digna de Regina Duarte. 
Voce conhece alguém assim?

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Autoestima e nossas escolhas amorosas.

A autoestima define o juízo que faço de mim. Pode ser realista ou prejudicada por erros que deturpam nossa imagem para mais ou para menos.

Sentimentos de inferioridade indevidos prejudicam nossa autoestima. P. ex.: nos acharmos mais feios, chatos, burros do que efetivamente somos.

A verdadeira baixa autoestima deriva de condutas que temos e desaprovamos: preguiça, indisciplina, intolerância, negligência com os gastos...

Os que têm autoestima baixa injustificada se encantam por seus opostos e, sem perceber, escolhem pessoas que estão aquém do que mereciam.

Gente com baixa autoestima justificada também tende a escolher seus opostos: por vias transversas, escolhem ótimos parceiros sentimentais!

Pessoas que têm "dedo podre" para escolher parceiros são as que são legais e têm baixa autoestima indevida: tendem a achar graça nos piores.
Flávio Gikovate