Meu marido é egoísta e egocêntrico. Só a vida dele importa. Sinto solidão no casamento. Não ha espaço para compartilhar minha vida, só as questões dele são consideradas. Como levar a relação? Uma pessoa assim consegue mudar?
Egoísmo e egocentrismo são traços de personalidade de um indivíduo narcisista. Numa relação amorosa, é muito difícil negociar uma medida justa com alguém assim. Indivíduo com esse tipo de comportamento carrega consigo a certeza de que é mais importante que os demais. Portanto, sua vontade e seu prazer sempre virão em primeiro lugar. Seu ego é projetado no centro do universo, e por isso se considera diferenciado, ungido e até iluminado. O narcisismo exerce sua faceta numa via de mão única. Certa vez, uma paciente narrou o seguinte dialogo com o parceiro:
Ela: “Eu te acompanho em seus compromissos, cuido de você, te ajudo na manutenção da sua agenda, sou carinhosa e atenciosa com sua família. E você? o que faz por mim?”.
Ele respondeu, num tom entre sério e irônico: “Eu te namoro”.
É claro que nem todos os parceiros, se confrontados, conseguirão ser tão claros assim. Nesse caso, a clareza fica explícita na unilateralidade do dia a dia. Se já é difícil ter que lutar contra o próprio ego, imagina ter que administrar o “ego de rei” do marido, para que a relação funcione?
Outra característica proeminente é a vaidade. Ela inverte a lógica do narcisista, que prefere ser adulado a ser amado. A adulação é praticamente uma exigência afetiva de seu ego. Sente-se muito confortável com o culto a sua personalidade e é intolerante a qualquer tipo de crítica. Por isso, evita pessoas assertivas, mas não prescinde da caravana de bajuladores.
A recuperação de um narcisista é possível por meio do nascimento de dois sentimentos que lhe são genuinamente amputados: a empatia (capacidade de sentir e entender a dor do outro) e a humildade (ausência completa de orgulho). Tarefa dificílima para um ego soberano.
Como levar a relação? Esta dependerá do quão você consegue adotar uma posição anulativa para que a suposta magnitude de seu parceiro nunca seja abalada.
Sorte e Paz!
Egoísmo e egocentrismo são traços de personalidade de um indivíduo narcisista. Numa relação amorosa, é muito difícil negociar uma medida justa com alguém assim. Indivíduo com esse tipo de comportamento carrega consigo a certeza de que é mais importante que os demais. Portanto, sua vontade e seu prazer sempre virão em primeiro lugar. Seu ego é projetado no centro do universo, e por isso se considera diferenciado, ungido e até iluminado. O narcisismo exerce sua faceta numa via de mão única. Certa vez, uma paciente narrou o seguinte dialogo com o parceiro:
Ela: “Eu te acompanho em seus compromissos, cuido de você, te ajudo na manutenção da sua agenda, sou carinhosa e atenciosa com sua família. E você? o que faz por mim?”.
Ele respondeu, num tom entre sério e irônico: “Eu te namoro”.
É claro que nem todos os parceiros, se confrontados, conseguirão ser tão claros assim. Nesse caso, a clareza fica explícita na unilateralidade do dia a dia. Se já é difícil ter que lutar contra o próprio ego, imagina ter que administrar o “ego de rei” do marido, para que a relação funcione?
Outra característica proeminente é a vaidade. Ela inverte a lógica do narcisista, que prefere ser adulado a ser amado. A adulação é praticamente uma exigência afetiva de seu ego. Sente-se muito confortável com o culto a sua personalidade e é intolerante a qualquer tipo de crítica. Por isso, evita pessoas assertivas, mas não prescinde da caravana de bajuladores.
A recuperação de um narcisista é possível por meio do nascimento de dois sentimentos que lhe são genuinamente amputados: a empatia (capacidade de sentir e entender a dor do outro) e a humildade (ausência completa de orgulho). Tarefa dificílima para um ego soberano.
Como levar a relação? Esta dependerá do quão você consegue adotar uma posição anulativa para que a suposta magnitude de seu parceiro nunca seja abalada.
Sorte e Paz!
Nenhum comentário:
Postar um comentário