domingo, 30 de junho de 2013

O custo da intimidade

"O psicólogo italiano Willy Pasini diz que a intimidade exige o abandono da couraça que protege o que temos de mais íntimo: quanto mais a intimidade é compartilhada, mais o outro tem livre trânsito aos nossos aspectos mais secretos. Mas só uma autoestima elevada permite viver tal “despir-se” como oportunidade, e não como ameaça.

Quem pensa que deve esconder as partes de si consideradas inconfessáveis vive a intimidade como se fosse um risco pessoal. Ter uma relação de intimidade significa entrar na vida do outro sem perder o sentido da própria identidade.

Para isso é necessário haver uma forte autonomia individual. Quer dizer recebermos o outro dentro no nosso território íntimo sem por isso achar que fomos invadidos ou contaminados. A intimidade também comporta a capacidade de ficarmos atentos às nossas próprias sensações.

Muitos conseguem ter intimidade sexual, mas não amorosa. Amar significa enfrentar riscos afetivos, significa expor-se. Quem tem dificuldade nos contatos íntimos, geralmente, é fechado numa couraça. Todo processo de amadurecimento pessoal consiste nessa progressiva conquista de uma cada vez maior confiança em si mesmo. Só nessas condições uma pessoa poderá baixar a guarda sem medo".

Texto de Regina Navarro Lins. 
reginanavarro.blogosfera.uol

terça-feira, 25 de junho de 2013

Não é só por 20 minutos.

"Nao é só por 20 centavos". Essa deve ter sido a frase mais repetida nos últimos dias. 
Os protestantes se posicionam assertivamente quando alguém  supõe que a manifestação é muito exagerada por tão poucos centavos.

A concordancia é quase unanime: É claro que a motivação não tem suas raízes fincadas em um único motivo. 

Assim é na nossa vida. Principalmente nos relacionamentos amorosos.

É muito comum pessoas terem um comportamento exagerado por algo aparentemente pequeno. E dessa forma a outra parte envolvida não entende tamanha desproporcionalidade em suas manifestações e por vezes banaliza a dor que o outro sente. 

Um bom exemplo para ilustrar a questão pode ser um marido que se atrasa para buscar sua esposa e a encontra transtornada.
Ele logo pensa que a mulher é nervosa demais, afinal de contas ele se atrasou apenas 20 minutos.

É importante entender, que no exemplo, a esposa certamente não está manifestando uma situação pontual e sim, inúmeras questões anteriores de descontentamento, as vezes até proporcionadas pelo próprio marido.

É preciso ter muito cuidado quando julgamos a questão do outro desproporcional e simplesmente desconsiderar a forma que ele se  manifesta. Uma alternativa inteligente e amorosa, seria entender o motivo de tanta angustia.

Fazer um esforço para entender o outro, com a cabeça do outro, é um enorme gesto de amor e  chama-se empatia. 

Diferença entre simpáticos e antipáticos - Por Flávio Gikovate

"As pessoas mais simpáticas são as que genuinamente gostam de seres humanos. As mais antipáticas sentem medo deles e se colocam na defensiva.

Os mais simpáticos sabem cativar os interlocutores com palavras, gestos adequados e cordiais. Os antipáticos têm gestual crítico e defensivo.

Os simpáticos toleram bem conversas vazias e que não levam a nada. Os antipáticos só gostam de falar sobre os assuntos do seu real interesse.

Pessoas simpáticas sentem prazer em seduzir e encantar enquanto que as antipáticas temem que isso implique continuidade nem sempre desejada".

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Frieza? Nao. Comportamento humano.

Como uma estudiosa do comportamento humano, estou sempre em busca do novo, do inusitado, do comum e do incomum. Parafraseando Freud "tudo que é humano me é familiar".
Talvez eu ainda sinta um pouco de prurido quando me deparo com algumas atrocidades, contudo me interessa e muito analisá-las.

Essa semana estudando sobre frieza emocional, ausencia de auto critica, alexitimia, ausencia de empatia, analfabetismo emocional, entre outros comportamentos. Me deparo com um fórum na internet. Achei tão interessante que resolvi transporta-lo para o blog, para que cada um tire suas próprias conclusões.

A pergunta do fórum era:

"Pessoas frias emocionalmente tem dificuldades de assumir um namoro sério, pois tem que fingir emoçoes

Sou uma pessoa muito fria emocionalmente e as minhas ações são friamente estudas antes de fazer. Penso o que vou falar, fazer, e sinto o que é bom ou ruim, tenho convicção do que é emocionalmente forte. Mas não consigo expressar emoções e não choro com facilidade, resumindo: sou mais racional do que emocional e as pessoas me chamam de frio. Isso é um defeito de fábrica ou uma qualidade?"

- Aparentemente uma pessoa com um razoável  senso de auto crítica, coisa rara entre pessoas frias emocionalmente. Ele questiona seu comportamento perante suas relações amorosas e busca a causa deste "defeito", usando a própria palava do remetente.
A pergunta por si só já é uma pérola. Eis que vem a resposta eleita como a "melhor resposta" na opinião do autor da pergunta.

Resposta:
 
"Sou assim também
Na minha opinião,isso é qualidade!
Agora pouco recebi um video de um rapaz apaixonado, a musica até era bonitinha, mas preferia receber o gabarito de questões de concursos ou outra tramóia qualquer
O legal é que dá pra se relacionar sugar o q tem de melhor da pessoa e depois termina com a desculpa de não deu certo
kkkkkkkkk "


O anonimato da vida virtual desnuda um pouco do pensamento do ser humano que na vida real talvez ele tente de todas as formas camuflar. 
Outro ponto interessante é a autora da resposta, jactar-se dessa "qualidade" e ainda achar "legal" "sugar" o que o outro tem de melhor e depois terminar da forma mais pusilanime possível.

Poder investigar algo que está tão aquém do meu comportamento é de fato uma oportunidade única.

terça-feira, 18 de junho de 2013

No divã : Solidão a dois.

No divã:
Sou casada há 8 anos e me sinto completamente sozinha. Não tenho meu marido como meu companheiro.

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Possivelmente voce já viveu, vive ou conhece alguém que mesmo namorando, ou casado desfruta de uma enorme solidao.
Isso é mais comum que imaginamos.

Na maioria das vezes o casal quando está apaixonado consegue mascarar as diferenças, porém com o passar do tempo vai ficando evidente a falta de afinidade e consequentemente a sensação de se estar sozinho dentro do relacionamento.

É um grande equivoco pensar que estar a dois evita a solidão. A verdade é que ninguém garante que um relacionamento traga bons vínculos.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Minha mais nova tatoo. #homenagem

"Meu pai não bebia, não fumava e morreu cedo. Não roubava e morreu pobre. Tirava o que tinha para dar para os outros e teve poucas pessoas para carregar seu caixão. Depois que ele morreu, nenhum parente perguntou aos seus filhos se precisavam ou não de algo.
Ou seja, em vida meu pai me ensinou a ser a melhor pessoa que eu consegui ser. Em morte, me ensinou a não esperar nada em troca por isso".

Otima dica. Sou frequentadora e recomendo!


Foi inaugurado em janeiro o Un`Altra Volta Gourmet, no Belvedere.
Em ambiente despojado, com parte das mesas disposta na calçada, a nova casa apresenta um cardápio diversificado. As influencias da culinária não vem apenas da Itália, mas também de outros países mediterrâneos.
Antepastos, tira-gosto de boteco, saladas, massas, frutos do mar, feijoada, paella e muito mais novidades para você.
Além dos pratos do cardápio o restaurante serve no almoço pratos executivos de segunda à sexta-feira.
Para acompanhar todas estas delicias sucos de frutas naturais, chopp gelado, drinks, caipivodka de diferentes frutas, ampla carta de vinhos e espumantes.
Rua Jornalista Djalma Andrade, 24 - Belvedere. Tel. (31) 2552-0102

domingo, 2 de junho de 2013

A arte da tolerância

Gente esse texto é bárbaro. Vale a pena ler. Por Frei Beto.

Para o deleite da nossa alma!

Tolerância é a capacidade de aceitar o diferente. Não confundir com o divergente. Intolerância é não suportar a pluralidade de opiniões e posições, crenças e idéias, como se a verdade fizesse morada em mim e todos devessem buscar a luz sob o meu teto.

Conta a parábola que um pregador reuniu milhares de chineses para pregar-lhes a verdade. Ao final do sermão, em vez de aplausos houve um grande silêncio. Até que uma voz se levantou ao fundo: “O que o senhor disse não é a verdade”. O pregador indignou-se: “Como não é verdade? Anunciei o que me foi revelado pelos céus!” O objetante retrucou: “Existem três verdades.

A do senhor, a minha e a verdade verdadeira. Nós dois, juntos, devemos buscar a verdade verdadeira”.

Só os intolerantes se julgam donos da verdade. Assim ocorre com Bin Laden, ao manter-se intransigente e não admitir os direitos dos não-muçulmanos, e com Bush, ao decidir que suas armas são o melhor argumento para convencer o mundo de que a Casa Branca tem sempre razão.
Todo intolerante é inseguro. Por isso, aferra-se a seus caprichos como náufrago à tábua que o mantém à tona. Não é capaz de ver o outro como outro. A seus olhos, o outro é um concorrente, um inimigo ou, como diz um personagem de Sartre, “o inferno”. Ou um potencial discípulo que deve acatar docilmente suas opiniões.
O tolerante evita colonizar a consciência alheia. Admite que, da verdade, ele apreende apenas alguns fragmentos, e que ela só pode ser alcançada por esforço comunitário. Reconhece no outro a alteridade radical, singular, que jamais deve ser negada.
Pode-se aplicar ao tolerante o perfil descrito por são Paulo no Hino ao Amor da 1ª carta aos Coríntios (13, 4-7): “é paciente e prestativo, não é invejoso nem ostenta, não se incha de orgulho e nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita nem guarda rancor. Não se alegra com a injustiça e se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
Ser tolerante não significa ser bobo. Tolerância não é sinônimo de tolice. O tolerante não desata tempestade em copo d’água, não troca o atacado pelo varejo, não gasta saliva com quem não vale um cuspe. Jamais cede quando se trata de defender a justiça, a dignidade e a honra, bem como o direito de cada um ter princípios e agir conforme a sua consciência, desde que isso não resulte em opressão ou exclusão, humilhação ou morte.
Das intolerâncias, a mais repugnante é a religiosa, pois divide o que Deus uniu. Quem somos nós para, em nome de Deus, decretar se esses são os eleitos e, aqueles, os condenados?
Só o amor torna um coração verdadeiramente tolerante. Porque quem ama não contabiliza ações e reações do ser amado e faz da sua vida um gesto de doação.