quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Revista Minas em Cena - Setembro

Olá! Tenho um namorado que trata todos “de fora” muito bem: amigos, colegas, até estranhos. Todos o acham legal, mas dentro de casa a coisa muda de figura. Ele se transforma numa pessoa fria, mesquinha e voltada somente para os interesses dele. Quem é este homem? Se eu conto como ele é de verdade ninguém acredita em mim”.
Silvana - Belo Horizonte


Questões como a de Silvana não são raras de se acontecer. Às vezes por necessidade social e profissional algumas pessoas precisam parecer ser o que verdadeiramente não são. Dessa forma tornam-se vigilantes em relação à sua postura, simpatia e bons tratos com os demais. Tudo em prol de manter uma boa imagem pessoal.


Contudo, não sendo essa sua verdadeira essência, se travará então uma luta contra sua própria natureza, desperdiçando energia vital. Numa total inversão de valores, tratam bem quem os interessam e com desleixo quem os amam. Claro que isso não sairá barato. Alguém pagará essa conta.


Pessoas que têm essa maneira de agir, camaleões sociais, podem se sair muito bem na área profissional, por isso a sociedade os aceitam e os enaltecem como modelos a serem seguidos. Mas sua verdadeira problemática fica evidente na esfera afetiva, interpessoal e nos seus relacionamentos íntimos. É como diz o ditado: “por fora bela viola, por dentro pão bolorento”.


Quase nada passa incólume no mundo privado do amor. É aí que as máscaras caem e a realidade se revela. Os indivíduos narcisistas, por exemplo, podem se sair super bem em cargos estratégicos de comando nas empresas, graças a sua enorme competitividade e gosto pelo poder, mas machucam em profundidade seus parceiros devido ao egoísmo e ao egocentrismo crônico que os caracteriza.


Nicolau Maquiavel ilustra com maestria o perfil do fingidor: “É mais importante parecer ser do que ser. Os homens em geral julgam mais pelos olhos do que pelas mãos, porque a todos cabe ver, mas poucos são capazes de sentir”.


Caso o peso da angústia esteja muito forte sobre você, como relata, procure uma terapia. Na terapia será possível entender como você costuma resolver seus problemas pessoais e a causa de estar envolvida nessa condição. Trazer as questões para o consciente a ajudará a elaborar as alternativas para a saída.


Sorte e paz. Te espero na próxima edição.

Simone Demolinari

Nenhum comentário:

Postar um comentário