terça-feira, 27 de maio de 2014

Voce perdoa com facilidade?

Para perdoar de verdade é preciso esquecer o que ocorreu? Porque é tão dificil perdoar?


O trauma é inimigo do perdão.
Dai deriva a particularidade do ato de perdoar. Um fato que para um pode ser totalmente insignificante, para outros é demasiadamente danoso.
Por este e outros motivos é um equivoco questionar a intensidade da dor alheia.

Em uma situação de conflito é comum o agressor buscar o perdão através da banalização dos fatos. Caminho antagonico ao nobre ato de perdoar. Não há crescimento na critica, banalização ou desqualificação do problema.  Pessoas com dificuldade de se auto criticar e ou assumir seus erros, tendem a julgar o outro enquanto tapam os olhos para si.

Quanto maior o trauma, pior é a dificuldade em perdoar. O grande desafio é conseguir amar quem o lesou, vivenciando a consequência de um fato irreversível, como por exemplo um assassinato.

Quando recebi este email fiz uma breve pesquisa com 20 amigos sobre suas dificuldades de perdoar e o resultado foi o seguinte:

- 8  disseram que perdoam com facilidade.
- 7  assumiram a dificuldade do perdão e confessaram guardar magoas
- 5  disseram que depende da situação.

Se juntarmos os dois últimos grupos, teremos um numero bem superior de pessoas que não perdoam, do que aqueles que perdoam.

Aos mesmos entrevistados foi feita a pergunta: É mais fácil perdoar ou pedir perdão? Eis que:
- 2 disseram que é mais fácil perdoar.
- 18 disseram que é mais fácil pedir perdão.

Novamente, fica evidente a dificuldade de lidar com esse sentimento.


Muitos confundem perdoar com esquecer. Perdão não é sinonimo de esquecimento do passado (característica que pertence somente aos que sofrem de Mal de Alzheimer), no perdão, voce pode até se lembrar dos fatos, porém não produzirá nenhum sentimento negativo em relação ao ocorrido.

O principio do perdão engloba: término de qualquer sentimento de que o agressor seja punido e desapego da vontade de ser restituído pelo dano. Perdoar a divida é abrir mão dela.

Visivelmente há um conflito entre justiça e perdão.
E você, perdoa com facilidade ou perdoa desde que se faça justiça?
Vale a reflexão.

Sorte e paz, te espero na próxima edição.

Simone Demolinari para Revista Exclusive

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O vício da farsa

Li seu artigo na Exclusive sobre pessoas que fingem ser o que não são e adorei. A partir dai passei a observar como muitos fingem e enganam tanta gente por tanto tempo. Vendem uma imagem de bons o quanto na verdade são capazes de “matar a mãe e ir ao cinema” sem culpa nem remorso. Me deu um certo desanimo. Escreva mais sobre isso.


Não posso discordar da leitora, também sinto um certo desanimo com a turma que parece mais preocupada com aplausos e com a sensação de superioridade do que com o real resultado daquilo que prega.
Na era das mascaras, ganha prestigio e visibilidade quem consegue blefar mais, tanto para os outros, quanto para si.

Nesse contexto de embuste, não é difícil deparar com situações em que a forma é maior que o conteúdo, as vezes vazio.  A festa de casamento torna-se mais importante que o amor, a comemoração de aniversario faz mais sentido que a gratidão de estar vivo, a foto na rede social tem maiores proporções que a alegria do momento e por aí vai. O vicio da farsa, da fama e do poder não perdoa nem a esfera espiritual, basta ir a India para ganhar uma espécie de salvo conduto e continuar vivendo o mundo de contradições.

Mas nem tudo que reluz é ouro. Vitimas de um profundo auto engano e blindados contra a realidade, quem vive de aparências, quase sempre busca encobrir um doloroso complexo de inferioridade. É como se fosse uma baixa auto estima cercada por muralhas: na ausência de virtudes e verdades entram os disfarces e as aparências.
Vale lembrar que as vezes a mascara vira rosto como única forma de sobrevivência, pois sem ela pouco resta a se mostrar.  O filosofo Luiz Felipe Pondé, no qual detenho grande admiração fala em seu livro: Contra Um Mundo Melhor", dos escravos do marketing social e cita a frase: "tudo é farsa na pretensa vida superbem resolvida dessa gente superlegal envolvida em jantares super inteligentes"
Como para todo teatro existe uma plateia, quem mantém a casa lotada para o espetáculo do ator social, são os aduladores que ora estão na platéia, ora no palco, retroalimentando a divina comedia humana que está mais para filme de terror. Neste caso, seguindo a tradição teatral, resta aos observadores desejar “merda”.

Sorte e paz te espero na próxima edição.

Simone Demolinari para Revista Exclusive

Pessoas incapazes de amar

Existem pessoas incapazes de amar?


Sim existe. Embora seja difícil de aceitar essa verdade.

Há casos de pessoas que nascem com um distúrbio no funcionamento das emoções e isso os tornam incapazes de sentir determinados sentimentos como gratidão, saudade, carinho e amor. 

Geralmente, a ausência dessas emoções faz com que os indivíduos com esse perfil, ajam friamente em beneficio dos seus interesses sem ao menos se preocupar com a consequência que isso pode causar na vida do outro. Prejudicam e lesam afetivamente pessoas que dizem amar, sem sentir remorso nem culpa.

É uma total ausência de empatia.

Infelizmente isso existe e não é raro de se ver.

O ponto complicado dessa situação é que o indivíduo que não tem as emoções afetivas desenvolvidas pode ter o total conhecimento intelectual delas, isso significa que mesmo não as sentindo ele é capaz de domina-las. Dai deriva a dificuldade em percebe-los.

Pessoas frias afetivamente tem o comportamento confuso. Juram amar, mas não apresentam comportamento digno de tal sentimento. Sua fala não coaduna com as suas ações, trata o campo das emoções de uma forma mecânica num total estilo burocrata de amar. Substituem pessoas com o mesmo desapego que substituem uma mercadoria com defeito.

Mesmo tendo esse jeito frio em relação ao outro, dificilmente isso é percebido num convívio social. Geralmente esse tipo de comportamento só se evidencia na família, entre amigos próximos e principalmente com os parceiros amorosos, que na maioria das vezes, são os que mais sofrem.

Um grande erro de quem convive com pessoas assim é tentar faze-lo perceber sua limitação afetiva, pois ele dificilmente apresenta uma consciência moral própria, essa percepção só acontece através da plateia. Se a plateia  se volta contra ele, ele se sente envergonhado e intimidado, porem incapaz de fazer nascer algo que ele não conhece e jamais conhecerá: o amor.


Sorte e paz, te espero na próxima edição.

Simone Demolinari para Revista Exclusive


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Máscaras e Decepções

“Estou sempre me decepcionando com as pessoas. Parei para pensar se sou eu que deposito muita confiança no outro, mas concluí que a maioria das pessoas passa uma imagem diferente do que é. Sempre se supervalorizando para conquistar o outro. Triste, mas é verdade”.


Este é um trecho de um e-mail que recebi falando sobre a decepção de ver as máscaras caindo, da tristeza de se sentir enganada pelos discursos bonitos e atitudes feias. O problema desse tipo de situação é que as pessoas, no afã de seduzirem as outras, vendem uma imagem diferente do que realmente são. Uns usam esse artifício para si promoverem, outros porque realmente acreditam nas mentiras que criam sobre si próprios. Tanto uma quanto a outra, não se sustentam a logo prazo, e ambas geram muitos aborrecimentos.

O ideal seria se as pessoas se desnudassem para o outro, na hora da conquista, mostrando seus piores defeitos de forma bem sincera. Afinal de contas, as qualidades são sempre bem-vindas, o que incomoda são os defeitos.

Seria tão mais simples e pouparia tantos dessabores se, ao invés de se auto promover, o pseudo bom partido trabalhasse com a verdade, no melhor estilo nua e crua: “sou egoísta, nunca namorei sem trair, não quero casar, não sou romântico, nem sempre atendo celular”, etc.  Essas verdades podem parecer chocantes no primeiro momento, mas a mim, parece ainda mais ofensivo vender uma imagem enganosa.  E, uma vez colocada a verdade, fica a critério da outra parte topar ou não. Há quem goste de desafios, outros de mudar o imutável e outros de sofrer, mas aí é questão de gosto e não de mentira.

Enquanto você não encontra alguém com esse nível de sinceridade, vale a pena apurar as percepções e ficar atento aos sinais. Muitas atitudes falam por si e valem mais que mil palavras, assim, alguns sinais podem ser observados, tais como: como lida com a família, como terminou as relações anteriores, como tratam as pessoas que não tem interesse e, claro, a coerência entre o discurso e a ação, pois quase nada passa incólume no mundo privado da intimidade. O importante é ver a verdade como ela é e não como você gostaria que fosse, eis aí uma grande armadilha no campo do amor.

Sorte e paz! Te espero na próxima edição.


Simone Demolinari


Artigo Revista Minas em Cena - Abril/Maio

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Casal que faxina unido, permanece unido!

Um estudo de uma universidae na Suécia acompanhou a vida de quase mil casais ao longo de 26 anos e chegou a seguinte conclusao:
Os homens que não dividiam os afazeres domésticos com a parceira sofriam mais com problemas psicologicos como ansiedade, nervosismo e problemas de concentração.
Ja aqueles que topavam fazer metade do serviço eram mais tranquilos e felizes, e isso inclui também a vida  sexual.
Homens, olha so a vantagem! Por favor ajudem suas parceiras e serão ainda mais felizes!!