quinta-feira, 25 de abril de 2013

Quando a gente ama, é claro que a gente cuida!

Prefácio do Livro : Um brinde à Saúde. Sem glúten nem lactose, POR FAVOR!

Quando a gente ama, é claro que a gente cuida!

Para uns, essa frase não passa de uma música que ficou famosa na voz de Caetano Veloso. Para outros, é a mais pura verdade. Em qual grupo você está?

Valéria era uma modelo linda. Olhos claros, cabelos longos e 56 quilos bem distribuídos em um corpo de 1,77 metro de altura. Chegou ao auge da sua carreira aos 27 anos. Mas fatores emocionais, cercados pela falta de estímulos, o descuido e a impulsividade, levaram Valéria a um processo desenfreado de gula. Hoje, aos 32 anos, a ex-modelo está com 87 quilos, colesterol alto e exausta das dietas que iniciou e parou sem emagrecer. Sente-se feia, não desejável e prefere esconder o corpo. Não tem força para resgatar a silhueta perfeita que exibia cinco anos atrás.

Histórias como a de Valéria se proliferam pelo mundo -- e os motivos são diversos e complexos. Algumas causas da perda de controle do peso tem suas bases fundadas em fatores biológicos ou problemas graves de saúde, outras porém são de ordem exclusivamente emocionais. Neste caso, a baixa autoestima pode ser a vilã da trama.


O assunto é delicado. Há vários conselhos a quem deseja recuperar o tão falado amor próprio. Sugerir o elevo desse sentimento a partir de fórmula mágica é fácil -- e surreal. Autoestima não se compra e tampouco se obtém através de comando de voz. As pessoas frequentemente me perguntam: "por que eu não me amo?". E eu sempre respondo: "pergunte a você".

O indivíduo é único, não reage da mesma forma `as mesmas emoções. Embora os dramas sejam parecidos e recorrentes, cada um sofre por um motivo e tem a sua forma própria de lidar com o incômodo.

Comer é uma delícia. De forma geral, ao experimentarmos algo prazeiroso, nossa mente nos envia uma resposta de satisfação. Em um círculo vicioso, depois do prazer, inicia-se uma nova procura por essa agradável sensação. Esse deleite pode ser atingido de várias maneiras: ao fazer atividade física, ouvir música, trabalhar, comer ou durante a relação sexual.  Com o estado emocional abalado, a busca pelo júbilo se potencializa. Nesse caso, muitas pessoas depositam na comida a solução -- equivocada -- de controlar a ansiedade.


O desafio dos prazeres é evitar os excessos. A consciência pode determinar o limite entre o veneno e a cura. E o primeiro passo para se livrar de algo indesejável é saber que ele existe. Voce come para saciar a fome ou para preencher lacunas vazias em sua vida?

Nossa fragilidade pode ser fruto de experiências anteriores, nem sempre positivas e estas se transformarem em bases para novos problemas, principalmente os ligados a autoestima.
Conhecer alguns sintomas da falta de amor próprio, pode lhe ajudar a identificar se algo está errado. Alguns deles:

  • Insegurança
  • Comodismo com os objetivos pessoais
  • Leve depressão
  • Dificuldade em dizer não
  • Dificuldade em aceitar elogios
  • Rejeitar críticas
  • Perfeccionismo
  • Ansiedade
  • Necessidade de aprovação
  • Complexo de inferioridade

Culpar fatores externos pode ser mais um mecanismo de defesa para se justificar e não entrar em contato com a própria limitação. Neste caso é muito comum atribuir a falta de tempo, a vida corrida, os compromissos intermináveis, o trânsito das grandes capitais, entre outros motivos criativos que a mente humana é capaz de elaborar. O ponto controverso desse comportamento é que você pode até se sentir perdoado, mas, em compensação, nunca conseguirá resolver o problema. Mesmo que se altere o contexto, os fatores externos sempre existirão. A mudança de comportamento é um processo exclusivamente interno.

Quebrar padrões enraizados e incorporar novos hábitos alimentares são tarefas árduas. Mas quem disse que seria fácil? Não há sucesso sem esforço. O caminho requer dedicação, disciplina estóica e vigilância constante. Criar uma nova realidade tendo você mesmo como o responsável pelas suas escolhas é ganhar libertade. E isso é valido tanto para pessoas com o peso normal, quanto a cima dele, pois o padrão estéticos não é a gênese desta questão, e sim a saúde.


Que tal se desapegar das desculpas camufladas há anos e passar a levar, desde já, uma vida saudável?

Comer bem é se cuidar. Quem ama cuida!

Simone Demolinari



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