Vivo com uma pessoa que mente descaradamente. Já não acredito mais no que ele fala. Suas promessas não duram nem uma semana, ele não consegue cumprir e aí fala mais mentiras. Além disso, a fala dele é totalmente diferente do comportamento. Fala uma coisa e faz outra. Isso tem cura?
Podemos dividir a questão da leitora em dois problemas: a mentira e a incoerência, ambos ancorados na conduta moral.
Conviver com o parceiro mentiroso é viver em uma angústia constante. Você nunca sabe o que é verdade e o que é mentira. Tudo é motivo de desconfiança e investigação.
O indivíduo com o hábito de mentir o faz sem o menor constrangimento. Afirma com veemência suas lorotas e por vezes envolve até terceiros para encobrir suas farsas.
Há casos graves em que mentir pode ser uma doença, caso da Mitomania, que é um transtorno caracterizado pela compulsão em mentir.
A incoerência vem corroborando todo o cenário negativo. O que estava ruim, fica um pouco pior. Cazuza já dizia nos seus poéticos versos: “suas ideias não correspondem aos fatos”.
Não é raro de se ver pessoas incoerentes com lindos discursos convincentes. Porém, quando se convive com uma pessoa que fala uma coisa e faz outra, somente se deve considerar o que é vivido na prática. As belas palavras que saem da boca podem estar a serviço de enganar uma platéia e sustentar uma falsa imagem.
No caso em vigor, é importante refletir duas questões:
- Vale a pena viver a vida em constante estado de vigília e ansiedade, feito um cão de guarda, para captar a brecha do mentiroso?
- Tendo em vista que o amor passa pela admiração, até que ponto essa relação está pautada no nobre sentimento de amar, tendo saboreado tantas decepções advindas da incoerência?
Muitas vezes arrastamos relações por insistência tentando mudar o imutável. É bom lembrar que nem sempre resistência é virtude. Quer alívio maior que se render quando se descobre que a luta não se justifica?
Vale a pena a profunda reflexão. Viver permanentemente na angústia, ansiedade e frustração pode ser muito prejudicial para a saúde física e mental. Pense nisso.
Sorte e Paz. Te espero na próxima edição.
Simone Demolinari
Podemos dividir a questão da leitora em dois problemas: a mentira e a incoerência, ambos ancorados na conduta moral.
Conviver com o parceiro mentiroso é viver em uma angústia constante. Você nunca sabe o que é verdade e o que é mentira. Tudo é motivo de desconfiança e investigação.
O indivíduo com o hábito de mentir o faz sem o menor constrangimento. Afirma com veemência suas lorotas e por vezes envolve até terceiros para encobrir suas farsas.
Há casos graves em que mentir pode ser uma doença, caso da Mitomania, que é um transtorno caracterizado pela compulsão em mentir.
A incoerência vem corroborando todo o cenário negativo. O que estava ruim, fica um pouco pior. Cazuza já dizia nos seus poéticos versos: “suas ideias não correspondem aos fatos”.
Não é raro de se ver pessoas incoerentes com lindos discursos convincentes. Porém, quando se convive com uma pessoa que fala uma coisa e faz outra, somente se deve considerar o que é vivido na prática. As belas palavras que saem da boca podem estar a serviço de enganar uma platéia e sustentar uma falsa imagem.
No caso em vigor, é importante refletir duas questões:
- Vale a pena viver a vida em constante estado de vigília e ansiedade, feito um cão de guarda, para captar a brecha do mentiroso?
- Tendo em vista que o amor passa pela admiração, até que ponto essa relação está pautada no nobre sentimento de amar, tendo saboreado tantas decepções advindas da incoerência?
Muitas vezes arrastamos relações por insistência tentando mudar o imutável. É bom lembrar que nem sempre resistência é virtude. Quer alívio maior que se render quando se descobre que a luta não se justifica?
Vale a pena a profunda reflexão. Viver permanentemente na angústia, ansiedade e frustração pode ser muito prejudicial para a saúde física e mental. Pense nisso.
Sorte e Paz. Te espero na próxima edição.
Simone Demolinari

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