Uma expressão que representa bem a maneira como o codependente adere à pessoa problemática é atadura emocional. Dizemos que existe atadura emocional
quando uma pessoa se encontra atrelada emocionalmente a coisas
negativas ou patológicas de alguém que o rodeia; seja esposo, filho,
parente, companheiro de trabalho, etc. Devida a essas amarras emocionais
o codependente passa a ser quase um outro dependente (da pessoa
problemática).
A Codependência se manifesta de duas
maneiras: como um intrometimento em todas as coisas da pessoa problema,
incluindo horário de tomar banho, alimentação, vestuário, enfim, tudo o
que diz respeito à vida do outro. Em segundo, tomando para si as
responsabilidades do outra pessoa. Evidentemente, ambas atitudes
propiciam um comportamento mais irresponsável ainda por parte da pessoa
problemática.
Percebe-se na codependência um conjunto de padrões de conduta e
pensamentos (patológicos) que, além compulsivos, produzem sofrimento. O
codependente almeja ser, realmente, o salvador, protetor ou consertador da outra pessoa, mesmo que para isso ele esteja comprovadamente prejudicando e agravando o problema do outro.
Como se nota, o problema do codependente é muito mais dele próprio do que da pessoa problemática e, normalmente, a nobre função do codependente depende da capacidade de ajudar ou salvar a outra pessoa, que sempre é transformada em vítima e não responsável pelos próprios problemas.
Por causa do envolvimento de toda a família nos problemas do
dependente ou alcoolista, considera-se que o alcoolismo ou o uso nocivo
de drogas é uma doença que afeta não apenas o dependente, mas também a
família.
Fonte: Psiqweb
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